AFRMM SOMOU ESTE MÊS CZ$1,2 BILHÃO

O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) transferido para a conta especial dos armadores somou este mês Cz$1,2 bilhão, e será distribuído entre as 18 empresas de navegação. O Lloyd Brasileiro ficou com a maior parte dos recursos (29,9%), por ter sido a empresa que mais contribuiu na geração de fretes, seguida pela Companhia de Navegação Netumar (18%) e da Aliança (11,4%). A menor participação foi da Companhia Norsul (0,35%) (O Globo).

TELEFONIA MÓVEL TERÁ CONTROLE NACIONAL

As empresas fornecedoras de equipamentos destinados ao sistema de telefonia móvel deverão, obrigatoriamente, ser controladas pelo capital nacional, e, no caso de "joint-ventures", terem seus contratos de tansferência tecnológica averbados no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). A informação foi dada ontem, no Rio de Janeiro, pelo secretário-geral do Ministério das Comunicações, Rômulo Villar Furtado.

FND TEM SUPERÁVIT DE CZ$18,8 BILHÕES

O gerente do FND (Fundo Nacional de Desenvolvimento), José Antônio Carletti, informou que o Fundo, criado em julho de 1986, alcançou um superávit de Cz$28,86 bilhões no exercício de 1987. Segundo ele, no ano passado, o FND emprestou Cz$58,92 bilhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para financiamento de projetos nas áreas de desenvolvimento agroindustrial.

PRODUTORES DE CANA PROTESTAM EM SÃO PAULO

Cerca de 3,5 mil produtores de cana realizaram ontem nas cidades paulistas de Jaú e Piracicaba um protesto contra a ausência de uma definição do governo federal para o preço do produto. Eles querem um reajuste de 85%, passando a tonelada de Cz$1.060,00 para Cz$1.961,00. Durante a manifestação, os produtores decidiram não iniciar a colheita enquanto o governo não autorizar o aumento. O movimento foi organizado pela Cooperativa dos Produtores de Cana do Estado de São Paulo (O Globo).

AGRICULTORES FAZEM MANIFESTAÇÃO NO SUL

Cerca de 5 mil agricultores do Rio Grande do Sul realizaram, ontem, pelo segundo dia, em Porto Alegre, manifestação protestando contra o descaso do governo com relação aos prejuízos que tiveram com a estiagem de dois meses. Eles foram recebidos pelo governador Pedro Simon (PMDB), que anunciou a intenção de colocar verbas à disposição para a criação de um fundo de subsitência dos colonos prejudicados pela seca. A manifestação foi organizada pela FETAG (Federação dos Trabalhadores na Agricultura/RS) (GM).

BANQUEIROS CAPITALIZARÃO US$4 BILHÕES DE JUROS

Os banqueiros capitalizarão (incorporação de dinheiro ao montante da dívida) US$4 bilhões de juros em julho, US$600 milhões em dezembro e mais US$600 milhões até o primeiro semestre de 1989. O restante, que não foi definido, terá de ser pago pelo governo brasileiro. Isto foi o que ficou acertado, ontem, em Washington (EUA), entre os negociadores do Banco Central do Brasil, Antônio de Pádua Seixas e Sérgio Amaral, com o comitê assessor dos bancos credores.

MISSÃO DO FMI ESTUDA DÉFICIT DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS

O déficit de estados e municípios foi estudado ontem pela missão do FMI (Fundo Monetário Internacional), em seu primeiro dia de trabalho. Segundo nota divulgada pelo Banco Central, Doris Ross, responsável pelo acompanhamento da política fiscal (déficit público), esteve reunida com o secretário de Economia e Finanças do Ministério da Fazenda, Consentino Tavares, e com técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional para obter as estatísticas mais atualizadas da situação de estados e municípios (FSP).

SAQUES NA POUPANÇA EM ABRIL SUPERAM OS DEPÓSITOS

Os saques em cadernetas de poupança, em abril, superaram os depósitos em Cz$22,23 bilhões, segundo levantamento preliminar da ABECIP (Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança) (O Globo).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

O Banco Central desvalorizou o cruzado ontem em 0,8773%. O dólar norte-americano está cotado, hoje, no câmbio oficial, a Cz$151,77 para compra e a Cz$152,53 para venda. As minidesvalorizações acumuladas desde o início deste ano somam agora 111,10% (GM).

A REAL AFIRMAÇÃO DE JOSÉ SARNEY SOBRE SEU MANDATO

A afirmação do presidente José Sarney ao repórter Rodolfo Fernandes, do Jornal do Brasil, feito recentemente, acabou sendo abrandado pelo próprio repórter, em combinação com a direção do jornal, para evitar futuros desmentidos. O presidente não disse que "na marra ninguém o tiraria do poder". Ele disse que "se o quiser fica na marra até seis anos como presidente" (JC).

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