Enviado por admin em ter, 02/01/1990 - 00:00
O governo Collor de Mello quer acelerar o processo de liberalização do
27074 mercado agrícola, reduzindo cada vez mais o papel do Estado na
27074 agricultura. Essa política deverá ser colocada em prática já a partir
27074 de março, quando estará em curso a comercialização da nova safra. Com
27074 essa estratégia, a equipe econômica de Collor pretende reduzir ao máximo
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Um dos primeiros atos do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, após tomar posse será a nomeação de três governadores biônicos, escolhidos entre pessoas de sua confiança. Eles vão governar o Distrito Federal os territórios do Amapá e de Roraima até 1o. de janeiro de 1991, quando serão empossados os vencedores da eleição de outubro deste ano (FSP).
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O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, disse a seus assessores que, em seu governo, não haverá espaço para um superministro da Economia-- na assessoria já se questiona hoje se surgirá mesmo o Ministério da Economia, conforme previsto na plataforma eleitoral de Collor e que englobaria todos os ministérios da área econômica.
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O governo Argentino recuou da decisão de lançar um novo "pacote" econômico, pelo menos nos termos propostos inicialmente, e decretou para hoje feriado bancário em todo o país para pôr em prática um mecanismo de política monetária anunciado ontem a fim de tentar controlar o câmbio do dólar: vai reduzir a quantidade de austrais em circulação. A partir de hoje estão limitadas em um milhão de austrais, cerca de US$500, as retiradas das aplicações de prazo fixo. O restante do contrato será simplesmente trocado por bônus externos (títulos reajustáveis pelo dólar).
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O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, disse ontem, que todos os brasileiros devem ajudar o presidente eleito Fernando Collor de Mello, a superar o período de crise pelo qual passa o país. Ele defende a união nacional como forma de administrar a crise brasileira (O Globo).
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O PT (Partido dos Trabalhadores) do Rio de Janeiro, contrariando o desejo de Leonel Brizola de preservação da aliança formada na eleição presidencial de 1989, pretende lançar chapa para a eleição de 3 de outubro deste ano, apresentando candidatos próprios a governador, senador, deputado federal e estadual.
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O candidato derrotado do PDT a presidente da República, Leonel Brizola, não só deseja voltar ao governo do Estado do Rio de Janeiro como quer participar de uma série de articulações, em âmbito nacional, para que os partidos de esquerda possam concorrer, com chances positivas de vitória, aos governos de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia.
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Em 1989, a União sonegou NCz$6 bilhões (600 milhões de BTNs) por repassar sem correção monetária recursos destinados aos Fundos de Investimento do Nordeste (FINOR) e da Amazônia (FINAM). Enquanto o governo recebe esse dinheiro das empresas em BTN, só repassa aos fundos de investimentos os recursos em cruzados novos, sem correção monetária. A tática do governo era concentrar a transferência dos recursos no último trimestre do ano. A partir de 1990, os repasses deverão ser feitos mensalmente e com correção monetária (JB).
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O Banco Mundial (BIRD), em relatório enviado ao governo brasileiro, aponta vários erros da política industrial e responsabiliza especificamente o BNDES pela Ineficiência na distribuição e no uso dos recursos". Nos anos de 1983, 1986 e 1987 o BNDES atendeu a uma pequena freguesia de empresas e 50% de seus empréstimos beneficiaram apenas 2% dos clientes. Além disso, segundo o BIRD, o banco gasta muito dinheiro sustentando empresas inviáveis e continua despendendo recursos com empresas que ajudou a criar mas que hoje são lucrativas (JB).
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A direção da SIDERBRÁS espera que no governo Collor de Mello a empresa tenha mais autonomia para realizar seus negócios. O presidente da holding, Moacélio Mendes, defende a liberalização dos preços do setor, a privatização das usinas e a abertura de capital das empresas que não têm condições de ser privatizadas imediatamente. Para Mendes, é incoerente que as estatais e as empresas privadas tenham tratamento diferenciado, pois ambas atuam no mesmo mercado.
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