A direção da SIDERBRÁS espera que no governo Collor de Mello a empresa tenha mais autonomia para realizar seus negócios. O presidente da holding, Moacélio Mendes, defende a liberalização dos preços do setor, a privatização das usinas e a abertura de capital das empresas que não têm condições de ser privatizadas imediatamente. Para Mendes, é incoerente que as estatais e as empresas privadas tenham tratamento diferenciado, pois ambas atuam no mesmo mercado. O novo presidente da República vai encontrar o setor siderúrgico estatal com uma dívida de mais de US$8 bilhões, com usinas em situação pré- falimentar, como é o caso da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e com um parque industrial praticamente obsoleto, por falta de investimentos na modernização das usinas. Além disso, vai se deparar com um Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sistema Siderbrás superdimensionando, segundo os economistas do Instituto de Planejamento Econômico e Social (O ESP).