SIMON DIZ QUE COLLOR TERÁ QUE ENFRENTAR O PROBLEMA DA DÍVIDA

O primeiro desafio que o futuro presidente da República, Fernando Collor de Mello, terá de enfrentar é o problema da dívida externa, segundo o governador do Rio Grande do Sul, Pedro Simon (PMDB). Ele entende que será necessário encontrar uma solução que evite o isolamento comercial do Brasil, mas que também permita a aplicação dos recursos que estão sendo canalizados para o exterior na direção do desenvolvimento social e econômico do país (O Globo).

CONCLUÍDO ACORDO PARA A ENTREGA DE NORIEGA

O arcebispo da cidade do Panamá, dom Marcos Mc-Grath, disse que já foi feito um acordo para que o Vaticano entregue o general Noriega aos EUA ou ao Panamá (O Globo).

COLLOR FARÁ CAMPANHA PARA ELEGER SUA BANCADA

O líder do PRN na Câmara, deputado Renan Calheiros, afirmou que o presidente eleito, Fernando Collor de Mello, está disposto a subir em palanques, na campanha para a eleição deste ano, a fim de eleger sua bancada majoritária, caso o atual Congresso rejeite sistematicamente as suas propostas de reforma. Principal articulador político de Fernando Collor, Calheiros explicou que isso ocorrerá porque o presidente eleito não aceita ser um "prisioneiro do Congresso" (O Globo).

CRESCE TAXAÇÃO SOBRE O FUNDO DE CURTO PRAZO

A partir de amanhã dobram as alíquotas de imposto sobre os fundos de curto prazo, um dos investimentos mais procurados no final do ano. A elevação da taxação para 5% nos fundos nominativos (com identificação do aplicador) e para 10% nos fundos ao portador poderá trazer de volta recursos para a caderneta de poupança, se o governo reduzir os altos juros que tem pago no "overnight" (FSP).

O PATRIMÔNIO DOS FUNDOS DE CURTO PRAZO

O patrimônio dos fundos de curto prazo atingiu, no último dia 26, NCz$191,3 bilhões. O crescimento dos fundos está provocando a gradual redução na captação das cadernetas de poupança, que fecham o ano com as retiradas superando os depósitos em todo o país em NCz$33,8 bilhões, segundo estimativa da Associação das Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança do Estado de São Paulo (ACRESP). De acordo com o Banco Central, o saldo das cadernetas em novembro era de NCz$225 bilhões (FSP).

EXECUTIVA DO PMDB REÚNE-SE AMANHÃ

A Executiva Nacional do PMDB se reúne amanhã em Brasília para discutir o futuro do partido após a derrota na eleição presidencial. deverá ser convocada para o final de janeiro uma convenção nacional (FSP).

DEPUTADOS INICIAM ANO GANHANDO NCZ$146 MIL

Os salários dos deputados e senadores passam a ser de NCz$146.602,75 a partir de hoje. Além da inflação de 53,55% de dezembro, os salários tiveram 10,25% referentes ao resíduo do IPC de outubro e novembro e 11,75% de reposição do resíduo inflacionário de 89. A aplicação desses índices eleva os salários em 89,18% em relação ao mês de dezembro, quando eles eram de NCz$77.493,00 (FSP).

PLANO DE GOVERNO DE COLLOR DE MELLO

O presidente eleito, Fernando Collor de Mello (PRN), afirmou a assessores que o "sucesso" de seu governo vai depender dos 100 primeiras dias. Nesse período, ele quer ver "a direita indignada e a esquerda perplexa". Entre os planos de medidas imediatas, estão o envio ao Congresso de projetos eliminando os subsídios e incentivos fiscais e maior taxação dos ganhos de capital. Planeja-se também uma operação anti-sonegação que incluiria a prisão "exemplar" de algum sonegador importante.

FÓRUM REUNIRÁ SUBSÍDIOS PARA NOVO GOVERNO

Mais do que planos de combate à inflação e de reestruturação
27046 econômica, o novo presidente da República, Fernando Collor de Mello,
27046 precisará de apoio para governar. É com o objetivo de reunir o máximo de subsídios e ampliar a discussão sobre os rumos do país que o Fórum Nacional, realizado pela terceira vez, será dedicado este ano às Perspectivas do Brasil no Próximo Governo. O encontro será realizado entre os 3 e 5 de janeiro, no auditório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) (O Globo).

AMATO QUER A ECONOMIA NAS MÃOS DE QUEM ENTENDA O BRASIL

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Mário Amato, quer que o futuro ministro da Economia seja alguém com conhecimento e vivência da realidade brasileira. Amato disse desconhecer qualquer articulação vinda dos empresários no sentido de indicar o deputado federal José Serra (PSDB-SP) para ocupar o cargo no governo de Fernando Collor de Mello (O Globo).

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