ITAMAR FRANCO INSTALARÁ SEU GABINETE NO SENADO

O vice-presidente eleito, Itamar Franco, procurou ontem o presidente do Senado, Nélson Carneiro, para pedir-lhe que lhe ceda um conjunto de salas da Casa onde possa instalar o gabinete da vice-presidência da República. Na Câmara dos Deputados já existe um espaço reservado para o vice, mas Itamar Franco prefere se instalar no Senado. Dali, ele pretende atuar como uma ponte entre o Legislativo e o Executivo, comandando as articulações para aprovação das medidas do governo de Fernando Collor de Mello (O Globo).

ANTÔNIO ERMÍRIO SUGERE CRIAÇÃO DE CONSELHO

O diretor-superintendente do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes, sugeriu ao presidente eleito, Fernando Collor de Mello, a criação de um conselho integrado por pessoas de notória experiência, que ajudaria o chefe do governo a tomar decisões. O empresário disse, inclusive, que não se recusaria a participar desse conselho. Antônio Ermírio negou, entretanto, ter sido convidado para participar do ministério de Collor (O Globo).

ERUNDINA VAI AO PRESIDENTE ELEITO PEDIR VERBA

A prefeita de São Paulo, Luiza Erundina (PT), solicitará, na próxima semana, uma audiência ao presidente eleito, Fernando Collor de Mello, para pedir que as verbas federais sejam repassadas diretamente aos municípios, sem qualquer interferência dos governos estaduais. Ela quer ir à audiência em companhia de prefeitos da Frente Suprapartidária das Prefeituras Brasileiras, entre os quais Marcello Alencar (PDT), do Rio de Janeiro, e Pimenta da Veiga (PSDB), de Belo Horizonte (O Globo).

ÍNDIOS ACUSAM FUNAI DE ABANDONAR POSTO DE ASSISTÊNCIA

O Centro Especial de Serviços e Assistência ao Índio (CESAI)-- a antiga Casa do Índio que funciona em São Paulo há oito anos-- foi abandonada pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), segundo lideranças indígenas. O centro foi criado para abrigar índios de todo o país que vêm a São Paulo para se submeter a tratamento médico e enfrenta dificuldades por falta de recursos financeiros (FSP).

MANUTENÇÃO DO CONGRESSO VAI CUSTAR NCZ$7,4 BILHÕES

A manutenção do Congresso Nacional em 1990 vai custar NCz$7,4 bilhões. Esse valor corresponde ao orçamento atualizado do Congresso. Com esse orçamento seria possível comprar 2 bilhões de litros de leite. Ou construir 14,8 mil postos de saúde. No Congresso trabalham 75 senadores, 495 deputados e 13 mil funcionários públicos (FSP).

LÍDER DO PSDB QUER QUE "ESQUERDA" DEIXE PARTIDO

O líder do PSDB na Câmara Federal, Euclides Scalco (PR), defendeu ontem, em Curitiba (PR), a saída do grupo de parlamentares da "esquerda" do partido que está convocando para a primeira quinzena de janeiro uma reunião para exigir uma "posição mais definitiva contra a participação dos tucanos no governo de Fernando Collor" (FSP).

COLLOR SÓ ANUNCIARÁ MINISTROS NO FINAL DE FEVEREIRO

O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, só anunciará nomes de seu ministério no final de fevereiro, após o Carnaval. A afirmação foi feita ontem pelo deputado estadual Cleto Falcão (AL), um dos principais assessores de Collor (FSP).

GOVERNO GASTARÁ NCZ$34 MILHÕES PARA DEVOLVER TERRAS

A operação para a retirada dos milhares de garimpeiros que invadiram a área dos índios Yanomanis em Roraima começará na segunda semana de janeiro e custará ao governo NCZ$34 milhões. Cerca de mil agentes da Polícia Federal, com o apoio dos aviões da FAB (Força Aérea Brasileira), que farão o transporte dos garimpeiros até Boa Vista, irão vasculhar as 19 áreas onde vivem os Yanomanis para tentar, em 60 dias, concluir o trabalho.

FUNCIONÁRIOS DO DER-RJ AMEAÇAM ENTRAR EM GREVE

Os funcionários do Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER-RJ) podrão paralisar suas atividades por 48 horas a partir do próximo dia 2, em protesto contra o não pagamento integral do 13o. salário e pela não aprovação do Plano de Cargos e Salários da categoria (O Dia).

COLLOR RECEBE DIPLOMA DE PRESIDENTE

O presidente eleito Fernando Collor de Mello recebeu das mãos do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Francisco Rezek, o diploma que o autoriza a governar o país a partir de 15 de março. Em seu discurso, na sede do Tribunal, em Brasília, Collor prometeu trabalhar para que, em seu governo, se devolva a dignidade aos "famintos e aos marginalizados" (O Dia).

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