Enviado por admin em ter, 20/02/1990 - 00:00
O presidente José Sarney assinou ontem, em Porto Alegre (RS), o ato de ampliação do Pólo Petroquímico de Triunfo, onde será instalada uma fábrica de polietileno, num investimento estimado em US$450 milhões. Ao comentar a opção pelo sul em detrimento do Pólo Petroquímico do Rio de Janeiro, o presidente disse que "qualquer análise técnica sensata constataria que o Pólo gaúcho oferece as condições mais apropriadas a este projeto de interesse nacional".
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Em entrevista concedida ontem, em Brasília, após sua indicação para o Ministério da Infra-Estrutura, Ozires Silva defendeu a privatização de empresas estatais como forma de redução dos gastos do Estado. De acordo com o futuro ministro, essa privatização em nenhuma hipótese contrariará a Constituição. Para o setor energético, o futuro ministro defende o investimento de capital externo. "A energia é um sustentáculo para o desenvolvimento do Brasil", afirmou.
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O Ministério da Infra-estrutura será o superministério das estatais, reunindo os atuais Ministérios dos Transportes, Comunicações e Minas e Energia. A idéia da equipe econômica que assessora o presidente eleito, Fernando Collor de Mello, é vincular os diversos investimentos do governo no setor, ligando, por exemplo, os planos de expansão da malha rodoviária aos de extensão da rede elétrica e de telefones. O novo ministério consumirá do Tesouro Nacional-- NCz$40,5 bilhões. O orçamento do Ministério da Infra-estrutura representa 1,28% do total da União.
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O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, anunciou ontem, em Brasília, a escolha do ex-presidente da PETROBRÁS, Ozires Silva, de 59 anos (coronel aviador da reserva e engenheiro aeronáutico), para ocupar o Ministério da Infra-estrutura, criado com a fusão dos Ministérios dos Transportes, Comunicações e Minas e Energia. Ozires defende a privatização de empresas estatais, entre as quais a EMBRAER, que dirigiu de 1969 a 1986. Ozires é o sexto ministro escolhido por Collor para compor seu governo.
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O PT reuniu ontem pela primeira vez a equipe de seu "governo paralelo", na sede do Diretório Nacional do partido, em São Paulo, mas não definiu os nomes de seus eventuais "ministros-paralelos". Apenas o deputado federal Luís Inácio da Silva foi indicado coordenador-geral do "governo paralelo". As alternativas do PT, porém, só serão apresentadas depois da posse de Collor. É certo, segundo "Lula", que o "governo paralelo" não seguirá a mesma estrutura do governo Collor.
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O presidente da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), Joaquim dos Santos Andrade, o "Joaquinzão", esteve ontem, em Brasília, com o futuro ministro da Justiça, Bernardo Cabral, para dizer que sua entidade-- uma dissidência da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), presidida pelo futuro ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri-- adotará posição de Independência" em relação ao governo de Fernando Collor de Mello. "Joaquinzão" afirmou que existe muita coisa em comum entre as propostas da CGT e o programa do futuro governo.
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O sub-procurador da República, Carlos Victor Muzzi, entre hoje, na Câmara dos Deputados, com a acusação de "crime de responsabilidade" e desobediência contra o presidente José Sarney e os ministros que assinaram decretos criando reservas de garimpo dentro da área Yanomani, em Roraima. A denúncia precisa ser acatada por 2/3 dos deputados para ser encaminhada para o Senado Federal, que deve tomar uma decisão final.
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Cerca de 1,4 mil famílias de trabalhadores rurais sem-terra ocuparam ontem a fazenda Santa Fé, de 2,3 mil hectares, em Fortaleza dos Valos (RS). A Polícia Militar cercou o local. Não houve incidentes. Outros 400 sem- terra acamparam ontem em frente à sede do governo do estado, em Porto Alegre. Eles reivindicam assentamento e recursos para plantar (FSP).
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Nos 13 meses da administração da prefeita Luiza Erundina (PT), o preço dos caixões do Serviço Funerário de São Paulo subiram 23.487%, enquanto que a inflação no mesmo período foi de 2.811,24%. O preço de um sepultamento, com flores e paramentos, teve uma elevação de até 43.116%. Segundo o superintendente do Serviço Funerário, Rui Barbosa de Alencar, os aumentos foram necessários para "cobrir os custos de alguns produtos utilizados pelo Serviço Funerário" (FSP).
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O presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, César Rogério Valente, ofereceu ontem ao presidente eleito, Fernando Collor de Mello, em Brasília, o "sacrifício" dos empresários do setor, diante das medidas econômicas que o futuro governo vai adotar. Valente afirmou que "a recessão é uma consequência inevitável de qualquer programa duro contra a inflação". Os trabalhadores, segundo ele, já foram muito sacrificados pelas distorções econômicas do país e os empresários devem, a partir de 15 de março, arcar com o ônus das medidas de combate à inflação (FSP).
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