O presidente da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), Joaquim dos Santos Andrade, o "Joaquinzão", esteve ontem, em Brasília, com o futuro ministro da Justiça, Bernardo Cabral, para dizer que sua entidade-- uma dissidência da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), presidida pelo futuro ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri-- adotará posição de Independência" em relação ao governo de Fernando Collor de Mello. "Joaquinzão" afirmou que existe muita coisa em comum entre as propostas da CGT e o programa do futuro governo. Bernardo Cabral recebeu do presidente da CGT um documento contendo 11 reivindicações da entidade. O documento pede o reajuste salarial com base na inflação futura e a suspensão do pagamento da dívida externa (FSP).