Enviado por admin em qua, 21/02/1990 - 00:00
Os funcionários do Bamerindus na capital paulista entraram ontem em greve. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a paralisação tem 70% de adesão. Eles reivindicam 50% de abono sobre os salários de janeiro, mudança no seguro de vida e saúde, vale-refeição de NCz$100,00 por dia e reabertura das negociações (O ESP).
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A Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, que representa 44 sindicatos do interior e 400 mil trabalhadores, assinou ontem com a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) acordo salarial proposto pela entidade patronal. O acordo propõe o pagamento, em janeiro e fevereiro, de abonos que cubram a diferença entre o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) do mês anterior, usado nos reajustes salariais, e o IPC do mês de competência dos salários.
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O Ministério do Trabalho, que no governo Collor será incorporado ao da Previdência Social, passará por um enxugamento e redefinição do organograma atual, com objetivo de dar maior agilidade à pasta. A informação foi dada ontem, em Brasília, pelo futuro ministro Antônio Rogério Magri. Ele considera que o "agigantamento" da estrutura pública favorece a corrupção e dificulta a realização das metas definidas pelo governo. "A idéia não é demitir, mas estimular a produtividade", disse (GM).
Enviado por admin em qua, 21/02/1990 - 00:00
O setor produtor de estanho, que congrega as grandes empresas produtoras do minério no Brasil, recebeu, sem surpresas, a indicação de Ozires Silva para o Ministério da Infra-Estrutura e apóia a possível criação da Secretaria Nacional de Mineração e Metalurgia. "É um fato modernizante do novo governo", disse Gastão Neves, presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Estanho.
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O primeiro encontro entre as equipes econômicas do atual governo e da futura administração Collor, ontem, em Brasília, serviu para deixar claro que a situação do balanço de pagamentos e das tarifas públicas é tranquila e que "não serão tomadas quaisquer medidas econômicas nestes últimos catorze dias úteis", segundo afirmou o ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, à sua possível sucessora, a economista Zélia Cardoso de Mello.
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O Banco Central desvalorizou o cruzado novo, ontem, em 3,4176% para a compra e em 3,4193% para a venda. O dólar norte-americano está cotado, hoje, no câmbio oficial a NCz$27,6580 para compra e a NCz$27,7960 para venda. As desvalorizações acumuladas desde o início do ano somam 145,57% (GM).
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O STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu liminar ao deputado e vice- prefeito de São Paulo, Luís Eduardo Greenhalgh (PT), que impede a incineração das fichas do SNI (Serviço Nacional de Informações). A queima, em praça pública, chegou a ser anunciada há cerca de dois meses por Cláudio Humberto Rosa e Silva, assessor de imprensa do presidente eleito Fernando Collor de Mello.
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O presidente José Sarney enviou ontem ao Congresso Nacional dois projetos de lei criando 16 escolas Agropecuárias Federais e 63 Escolas Técnicas Federais. A criação faz parte do Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Técnico criado por Sarney em 1986. Com isso, o governo federal criará mais 11.399 cargos públicos. Cada escola técnica terá 153 funcionários. E cada escola agropecuária terá 110 funcionários (FSP).
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O "Diário Oficial" do Estado de São Paulo de ontem publicou sete contratos da Secretaria de Governo com agência de publicidade destinando NCz$180 milhões para gastos em propaganda do governo de São Paulo. Embora publicados ontem, os contratos foram assinados no dia primeiro deste mês e com prazo de validade até o último dia 14. Estranhando o fato, o deputado José Dirceu (PT) encaminhou ontem ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) um pedido de verificação da legalidade dos contratos. Além de classificar o gasto como Inaceitável" (FSP).
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O candidato derrotado à Presidência da República, deputado federal Guilherme Afif Domingos (SP), disse ontem que é contrário à utilização da lei delegada pelo futuro governo. Ele esteve com o presidente eleito, Fernando Collor de Mello, em Brasília, a quem revelou disposição de apoio a "projetos específicos" para resolver a crise econômica brasileira. Após o encontro, Afif afirmou que o "novo estilo" de fazer política exige que os parlamentares conheçam com antecedência as medidas que Collor pretende adotar, mesmo que sejam sigilosas (FSP).
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