MINISTÉRIO DA ECONOMIA ANALISA CONTAS DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS

A geração de superávit fiscal prevista no programa de estabilização econômica será feita apenas pelo governo federal e empresas estatais, mas o Ministério da Economia já começou a analisar as contas dos estados e municípios para impedir que seus desequilíbrios orçamentários sejam ampliados com despesas adicionais antes da regularização de suas obrigações atrasadas junto ao Tesouro Nacional.

AÇOMINAS PARALISA PROJETO

O plano de estabilização econômica do governo atingiu também a AçOMINAS: US$62 milhões de recursos da empresa estão congelados no Banco Central, paralisando o projeto, em andamento, destinado à instalação de dois laminadores de perfis médios e pesados onde já foram investidos, até dezembro último, um total de US$140 milhões. O problema será analisado hoje pelo presidente da empresa, Celso Melo de Azevedo, e o atual secretário de Minas e Metalurgia do Ministério da Infra-estrutura, Luiz André Rico Vicente (GM).

INDÚSTRIA QUÍMICA NÃO VAI DAR LICENÇA REMUNERADA

A unidade da indústria química Rhom and Haas em Jacarei (SP) não vai dar licença remunerada ou férias coletivas para seus 370 empregados. Quem deu a garantia foi o diretor de Recursos Humanos da empresa, Orlando Mazolli, que negou também que Rhom and Haas esteja planejando demissões em função das medidas do Plano Collor. Segundo ele, a empresa está fazendo um remanejamento de pessoal visando adequar-se à nova realidade. Ele disse que houve uma redução na produção que ainda não foi dimensionada (GM).

CACB FARÁ UM "APOIO CRÍTICO" AO PLANO COLLOR

O conselho diretor da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), reunido extraordinariamente ontem, em Brasília, adotou um posicionamento de "apoio crítico" ao plano econômico lançado no último dia 16 pelo presidente Fernando Collor (GM).

EXIMBANK APROVA MEDIDAS

O Plano Collor repercutiu positivamente no EXIMBANK dos EUA-- agência oficial que financia exportações--, mas não foi suficiente para neutralizar o relacionamento do Brasil com o banco. O Brasil deve ao EXIMBANK US$265 milhões e a menos que essa dívida seja paga, não existem chances reais de a situação brasileira modificar-se e apresentar um quadro mais positivo, segundo análise do responsável pelos assuntos do Brasil com o banco, John Lentz (GM).

MAIS DUAS EMPRESAS CONCEDEM FÉRIAS COLETIVAS

Mais duas empresas do setor metalúrgico do ABC paulista concederam licença remunerada a seus funcionários. A Maxion, fabricante de motores, pára de produzir no próximo dia dois, e seus 2,5 mil trabalhadores descansam por 30 dias. Já a Polimática, fabricante de parafusos para automóveis, concedeu licença remunerada por 35 dias para 780 de um total de 1,8 mil trabalhadores. Segundo o sindicato da categoria, ontem não houve demissões no setor, mas o acumulado até agora registra 3.529 dispensas desde a decretação do Plano Collor na região (JC).

BÓIAS-FRIAS DO PARANÁ AMEAÇAM FECHAR BANCOS

Os trabalhadores bóias-frias de Toledo (PR) estão ameaçando fechar as agências bancárias da cidade caso o governo federal não libere, imediatamente, recursos para pagamento de mão-de-obra na colheita de algodão. O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná, Mário Plesk, alertou ontem, em Curitiba, para o risco de graves problemas sociais, pois os sindicatos da região não conseguem
28862 conter os bóias-frias, que há uma semana estão sem trabalho e sem
28862 comida (JC).

COLIGAÇÃO QUE ELEGEU COLLOR GASTOU NCZ$62,5 MILHÕES

A coligação Brasil Novo (PRN-PTR-PSC-PST) gastou NCz$62,5 milhões no ano passado, durante a campanha de Fernando Collor de Mello para presidente. A informação consta de prestação de contas da coligação partidária entregue ontem ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Daquela quantia, NCz$61,4 milhões foram obtidos com "doações espontâneas" não discriminadas no documento assinado pelo presidente do PRN, Daniel Tourinho (O ESP).

ENTIDADES QUEREM FIM DA IMPUNIDADE NO PARÁ

Um grupo de entidades, entre as quais a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), lançou ontem, em Belém (PA), uma campanha contra a violência e a impunidade no estado. Hoje, as entidades entrarão na Justiça com os primeiros processos. Um dos casos relaciona-se ao assassinato do sindicalista Luís Gonzaga Travassos e outro refere-se a Sidney Pires da Costa, que foi torturado pela polícia e acabou morrendo (O ESP).

DEMISSÕES NA CONSTRUÇÃO CIVIL JÁ SÃO 200 MIL

As demissões no setor da construção civil já somam 200 mil, o que representa 5% dos trabalhadores do setor. A informação foi dada ontem, em Brasília, pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil, Luiz Roberto Ponte. Segundo ele, a estimativa reflete um número "grosseiro", já que grande quantidade de pequenas empresas escapam do alcance de informações estatísticas (O ESP).

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