CUT DEFENDE "GREVES JAPONESAS"

O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Gilmar Carneiro dos Santos, defendeu ontem a realização de "greves japonesas", com os trabalhadores comparecendo às empresas para pressioná-las a retomar ou intensificar a produção. Para ele, a redução de jornada e salários, que tem sido aplicada em diversos casos, só deve ser aceita se a empresa comprovar dificuldade real (FSP).

CMN FICA COM 16 MEMBROS

O governo decidiu diminuir de 26 para 16 o número de integrantes do Conselho Monetário Nacional (CMN). Conforme decreto que foi divulgado ontem pelo Palácio do Planalto, os membros natos do Conselho passam a ser nove, entre ministros e dirigentes de instituições financeiras. O presidente vai nomear o restante, sendo um representante dos trabalhadores mais seis dos empresários (FSP).

COLLOR VETA REPOSIÇÃO SALARIAL E ESTABILIDADE

O presidente Fernando Collor já decidiu vetar pelo menos três mudanças introduzidas pelo Congresso em seu programa econômico. A primeira é a que prevê reposição trimestral automática de eventuais perdas salariais decorrentes do Plano Collor. Serão vetados também o crédito especial para financiamento total da folha de pagamento de empresas que derem estabilidade no emprego por 90 dias e o direito de o Congresso suspender processos de privatização (FSP).

REAJUSTE DA CASA PRÓPRIA PARA MAIO SERÁ DE 90,48%

O reajuste da prestação da casa própria para maio será de 90,48% para as categorias profissionais com data-base em março, junho, setembro e dezembro. Para os mutuários com data-base em janeiro, fevereiro, abril, maio, julho, agosto, outubro e novembro, a correção será de 64,65%-- o que equivale ao índice do IPC menos 5% (JB).

COLLOR LIBERA CR$32 BILHÕES PARA CONSTRUÇÃO CIVIL

O presidente Fernando Collor de Mello autorizou ontem a liberação, pelo Banco Central, de um crédito de Cr$32 bilhões, destinados à construção civil. Ele afirmou que a medida representa a criação de 800 mil novos empregos. Uma portaria do BC vai regulamentar a concessão dos empréstimos, que atenderão apenas aos contratos firmados antes do dia 15 de março, não se destinando ao financiamento de novas obras. Os recursos serão repassados às construtoras através da Caixa Econômica Federal (JB).

DRT HOMOLOGA 3.601 DEMISSÕES EM SÃO PAULO

A Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo (DRT-SP) homologou um total de 3.601 rescisões de contratos de trabalho nos primeiros seis dias deste mês. Os dados referentes à segunda semana do mês ainda não foram totalmente computados. Desde o início do plano, 48.069 homologações foram feitas na DRT e nos três postos da delegacia na capital. O diretor-substituto da divisão de proteção ao trabalho da DRT, Juarez Camargo, disse que as empresas não têm apresentado dificuldades para pagar as rescisões e saldar suas obrigações com os demitidos.

REDUÇÃO DE JORNADA NO PARANÁ

Os 1,4 mil funcionários da Placas do Paraná S/A, responsável por 25% do mercado de aglomerados do país, assinaram um acordo de redução de jornada de trabalho e de salários em 25%. Segundo a empresa, 84% dos trabalhadores aprovaram a assinatura deste acordo, que garante estabilidade de emprego por 90 dias. "Foi uma opção para se evitar demissões", avaliou Aurélio de Almeida Prado Cidade, diretor geral da empresa.

SALDO DA BALANÇA DEVERÁ SER DE US$1 BILHÃO

O saldo da balança comercial do Brasil em março ficou em cerca de US$1 bilhão. O resultado, segundo levantamento preliminar da Coordenadoria de Intercâmbio Comercial (CACEX), é inferior ao saldo registrado em março do ano passado (US$1,567 bilhão). Apesar disso, é o melhor índice desde novembro do ano passado. O saldo oficial da balança deve ser divulgado na próxima semana (FSP).

GOVERNO NEGOCIA AJUDA À INDÚSTRIA

O governo negocia com a indústria automobilística medidas de auxílio em troca do compromisso de que não haverá demissões em massa. A proposta foi feita pela ministra Zélia Cardoso de Mello (Economia) aos empresários do setor no último dia 10. O governo também pretende ajudar a construção civil e pequenas e médias empresas (FSP).

CONGRESSO DERRUBA SUBSTITUTIVO DO PMDB

O Congresso Nacional derrubou ontem à noite o projeto substitutivo do PMDB à medida provisória 168 do Plano Collor, que criou o cruzeiro e limitou os saques de aplicações financeiras. Foram mantidos os limites fixados pelo governo para saques da poupança, over e fundos. Submetida a votação nominal-- a pedido do líder do governo Renan Calheiros (PRN-AL)--, a proposta do PMDB perdeu por 249 votos a 206, com uma abstenção. PMDB e PSDB se aliaram aos partidos de esquerda e acabaram derrotados. O governo venceu graças ao apoio de peemedebistas dissidentes (JB) (FSP) (JC).

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