Enviado por admin em dom, 02/09/1990 - 00:00
Apesar de elogiar a tentativa do governo em conter a inflação, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) considera Inaceitáveis os parcos salários pagos à maioria dos trabalhadores brasileiros". Desde a posse do presidente Fernando Collor, é a primeira vez que a CNBB reprova medidas adotadas pelo novo governo. Segundo o presidente da entidade, dom Luciano Mendes de Almeida, "é inaceitável uma política econômica recessiva que provoque um maior achatamento salarial e o desemprego maciço".
Enviado por admin em dom, 02/09/1990 - 00:00
Dona Normália de Araújo "está entusiasmada com a possível greve que os previdenciários querem fazer no próximo dia cinco". Secretária plantada pelo extinto SNI (Serviço Nacional de Informações) no escritório do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social) no Rio de Janeiro, Normália se orgulha "das informações que passava ao coronel Jovaldo, do SNI".
Enviado por admin em dom, 02/09/1990 - 00:00
Os eletricitários do Rio de Janeiro decidiram ontem, em assembléia, manter a greve que completa hoje 34 dias. Eles marcaram nova assembléia para amanhã, quando decidem os rumos do movimento. O presidente da ELETROBRÁS, José Maria Siqueira de Barros, ameaçou a categoria com demissões por empresas a partir desta semana (JB).
Enviado por admin em sab, 01/09/1990 - 00:00
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criticou o "uso abusivo de medidas provisórias" pelo governo, considerando que "elas devem devem ser exceção e não meios ordinários de governar". Também se manifestou contra a política econômica, considerando-a recessiva (FSP).
Enviado por admin em sab, 01/09/1990 - 00:00
Os governos do Brasil e da Argentina negociam a instalação de um sistema comum de verificação de atividades no campo do desenvolvimento nuclear. Os entendimentos fazem parte do processo de integração dos dois países. Ontem, representantes brasileiros e argentinos concluíram no Itamaraty a oitava reunião sobre o tema nuclear (FSP).
Enviado por admin em sab, 01/09/1990 - 00:00
O Fundo Monetário Internacional (FMI) não aprovará um acordo com o Brasil que não traga claras provisões de fundos para pagar os juros atrasados da dívida externa brasileira, de US$6 bilhões. A direção do FMI acha que sem a provisão qualquer carta de intenções do Brasil seria irrealista. Já os banco credores admitem estudar opções a médio e longo prazos, mas não abrem mão dos juros atrasados (FSP).
Enviado por admin em sab, 01/09/1990 - 00:00
O governo autorizou o reajuste de 9% para os medicamentos mantidos sob controle e a liberação de preços para 1.166 remédios tarjados, só vencidos com receita médica, a partir do próximo dia 3. Trata-se da primeira lista aprovada de acordo com os registros mais antigos no Ministério da Saúde. Segundo o cronograma, a última relação será liberada em 1o. de outubro. Só permanecerão sob controle os medicamentos considerados essenciais para doenças graves, como o Mal de Parkison, cardiopatias, câncer e AIDS (O Globo).
Enviado por admin em sab, 01/09/1990 - 00:00
Aconselhado por seus diretores, José Roberto da Silva, chefe de gabinete do presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, pediu ontem o afastamento do cargo, até que seja concluído o processo, em andamento na Justiça, no qual foi enquadrado por crimes de estelionato, prevaricação e advogacia administrativa. Ontem mesmo, o presidente do BC determinou a realização de uma sindicância-- providência que já deveria ter sido tomada quando foi aberto o processo judicial-- para apurar, internamente, as irregularidades de que seu chefe de gabinete está sendo acusado (JC).
Enviado por admin em sab, 01/09/1990 - 00:00
O presidente Fernando Collor de Mello lançou ontem, em Brasília, o Plano de Ação Imediata de Saneamento (PAIS), primeira etapa de um grande plano nacional que pretende implantar nos próximos cinco anos, com investimentos de US$19 bilhões. O PAIS vai executar obras de tratamento de água e redes de esgoto, beneficiando 8,5 milhões de pessoas de baixa renda (O Globo).
Enviado por admin em sab, 01/09/1990 - 00:00
O presidente Fernando Collor de Mello editou ontem a Medida Provisória 215, extinguindo o desconto da constribuição sindical do salário dos trabalhadores, que ocorria anualmente, em março, no valor de um dia de trabalho. A idéia da extinção instituída em 1940 por Getúlio Vargas-- foi do ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri. Deste total, Cr$2,6 bilhões-- 20% da arrecadação do imposto sindical-- estão em poder do Ministério do Trabalho.
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