GOLDENBERG VAI ASSUMIR POLÍTICA NUCLEAR

O presidente Fernando Collor afirmou ontem, em Nova Iorque (EUA), que o secretário de Ciência e Tecnologia, José Goldemberg, assumirá a política nuclear do Brasil, que será retirada da alçada militar. De acordo com o secretário, essa política não visa criar armas nucleares nem artefatos explosivos. Disse que sua primeira medida será apresentar lei ao Congresso Nacional criando salvaguardas internas. Afirmou também que o Brasil não pode ficar à margem das conquistas da tecnologia nuclear, "ainda que usada para fins não-militares".

FALTA CRÉDITO PARA A COMPRA DE PETRÓLEO

A PETROBRÁS não está conseguindo obter dos bancos internacionais linhas de crédito suficientes para cobrir seus gastos com a importação de petróleo. A empresa tem créditos de US$2 bilhões nas linhas de curto prazo, mas deverá gastar US$6 bilhões até o fim do ano, US$3 bilhões a mais do que previa antes da crise no Golfo Pérsico. A redução das linhas de financiamento é provocada pelo atraso no pagamento dos juros da dívida externa brasileira. A PETROBRÁS encaminhou o problema ao governo e espera uma solução.

TSE DETERMINA AOS TREs QUE NÃO EXERÇAM CENSURA PRÉVIA

A apenas cinco dias do término do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) enviou ontem um telex a todos os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) determinando que não pode haver censura prévia nos programas dos partidos. O TSE também determinou que os TREs só aprovem o direito de resposta por decisão do colegiado de ministros do Tribunal. A resposta nunca pode ultrapassar o tempo gasto com a ofensa que a gerou (FSP).

STF MANTÉM RORIZ COMO CANDIDATO AO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL

O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve ontem, por novo votos a dois, a candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PTR) ao governo. O plenário do STF ratificou a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que considerou Roriz elegível há cerca de um mês (FSP).

PESQUISA SOBRE A SUCESSÃO PAULISTA

O "DataFolha" divulgou ontem mais uma rodada de pesquisas sobre a sucessão do governo paulista. O resultado é o seguinte: Paulo Maluf (PDS), 40%; Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB), 20%; Mário Covas (PSDB), 16%; e Plínio de Arruda Sampaio (PT), 9%. Votos brancos e nulos, 7%; indecisos, 7%. Foram ouvidos três mil eleitores (FSP).

SERVIDORES DO IML PARAM EM PORTO ALEGRE

Cerca de 500 funcionários do IML (Instituto Médico Legal) de Porto Alegre (RS) entraram em greve ontem. Eles reivindicam equiparação salarial com os salários básicos da Polícia Civil, o que representa um reajuste médio de 100% (FSP).

DIMINUI O RITMO DE RECUPERAÇÃO DA INDÚSTRIA PAULISTA

A tendência de melhora que a indústria paulista vinha registrando desde o Plano Collor passou a ser mais lenta em agosto. O Indicador de Nível de Atividade (INA) calculado pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) subiu 6,8% no mês passado em relação a julho. Em julho, contra o mês anterior, a elevação tinha sido de 8,3%. Mesmo com a recuperação, a indústria registrou uma atividade em agosto 5,9% inferior à do ano passado. A variação acumulada nos oito primeiros meses do ano mostrou uma queda de 9,2%.

COMISSÃO DEFINE A PAUTA DO PACTO SOCIAL SÓ EM OUTUBRO

A comissão central define no próximo dia 10 de outubro a pauta de questões a serem debatidas por governo, empresários e trabalhadores nos próximos meses dentro do entendimento nacional. O governo aceita debater assuntos relativos à política econômica, mas não abre mão do programa de estabilização, baseado no aperto monetário e fiscal. A reunião informal entre governo, empresários e trabalhadores ontem, em Brasília, serviu apenas para definir a forma de organização e funcionamento da comissão central e das subcomissões do pacto social.

EXECUTIVA ESTUDA O FIM DA CGT

A CGT (Central Geral dos Trabalhadores), presidida por Joaquim dos Santos Andrade, poderá se dissolver na próxima semana, vítima de dificuldades financeiras e de uma crise política interna. O futuro da central será decidido na próxima semana e a tese da dissolução foi defendida ontem, em São Paulo, por oito membros da executiva da central que se reuniram com Joaquinzão (FSP).

SECRETÁRIO RENEGA LEI SARNEY APESAR DE TÊ-LA USADO

O secretário nacional de Cultura, Ipojuca Pontes, para quem a Lei Sarney era injusta porque beneficiava apenas alguns privilegiados produtores da área cultural, foi um dos contemplados com o incentivo fiscal que o presidente Fernando Collor revogou. Em 1987, depois de cadastrar a Ipojuca Pontes Produções Artísticas no extinto Ministério da Cultura, o então cineasta Ipojuca Pontes pôde captar recursos para fazer propaganda e divulgação de seu filme "Pedro Mico".

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