JUIZ REVOGA DEMISSÃO DE TRÊS FERROVIÁRIOS

Os três primeiros casos de reintegração de trabalhadores de estatais demitidos com a reforma administrativa do governo Collor foram conseguidos esta semana pelo Departamento Jurídico do Sindicato dos Ferroviários da Zona Central do Brasil, no Rio de Janeiro.

ANTÁRCTICA ADIA DECISÃO SOBRE ADESÃO A GREVE

Os seis mil empregados da Cervejaria Antárctica Polar S.A. do Rio de Janeiro resolveram adiar a decisão de aderir à greve nacional da categoria, em assembléia realizada ontem no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Bebidas do Estado do Rio de Janeiro. Eles marcaram nova reunião para o próximo dia 5, na sede da entidade. Os trabalhadores esperam que até lá as negociações com os patrões tenham avançado. Eles estão reivindicando reposição de 212% e 100% de aumento trimestral.

COSTUREIRAS E ALFAIATES AMEAÇAM GREVE

Os 120 mil alfaiates e costureiras do Rio de Janeiro ameaçam paralisar suas atividades no próximo dia 7, se os patrões não mudarem a proposta de piso salarial de Cr$14 mil. Os trabalhadores, que fazem assembléia no dia 6, querem piso de Cr$21 mil e reposição de 60% para quem ganha mais que isso (O Dia).

MAXION COMEÇA DEMISSÃO DE 30% DOS FUNCIONÁRIOS

A Maxion começou no último dia 29 o processo de demissão de 30% dos 1.750 funcionários de sua fábrica de tratores. São 525 trabalhadores a serem dispensados até o fim de novembro. A medida, segundo Norberto Farina, presidente da empresa, visa adequar a mão de obra à sombria expectativa de quebra na produção-- ela deverá encolher 30% até junho próximo. A retração do mercado, admite Farina, é fruto da falta de recursos e custeio para a agricultura e seus efeitos devem se aprofundar em 1991 (FSP).

KANDIR CULPA EMPRESÁRIOS

O secretário nacional de Política Econômica, Antônio Kandir, culpou, ontem, no Rio de Janeiro, empresários e trabalhadores pelo aumento das taxas de juros, das concordatas e do desemprego. "O protagonista deste processo de dificuldades é exatamente o desacerto entre empregados e empregadores", disse Kandir. Segundo ele, os reajustes dos salários e dos preços estão em desacordo com a política de austeridade monetária e fiscal em vigor. Ele afirmou que o governo não mudará sua política em nenhuma hipótese.

EMPRESÁRIOS CRITICAM POLÍTICA MONETÁRIA

Alguns dos maiores empresários do país fizeram ontem, em São Paulo, um alerta ao governo: a política de aperto monetário, com altas taxas de juros, está levando a inflação para cima. Presente à premiação do líder empresarial do ano, promovida pelo "Forum Gazeta Mercantil", Abílio Diniz, vice-presidente do grupo Pão de Açúcar, disse que o atual nível de juros "joga contra o próprio governo, pois o elevado custo financeiro está sendo incorporado a todos os preços" (FSP).

FUNAI DESMENTE MORTE DE CACIQUE XAVANTE

O cacique Celestino Xavante nnão foi assassinado, como informou o presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Cantídio Guerreiro, no último dia 30. O cacique está vivo e reunido com outros chefes xavantes na aldeia Kulueme (MT) discutindo os conflitos com fazendeiros da região (FSP).

CNEN QUER FAZER LEVANTAMENTO DO URÂNIO NO BRASIL

O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), José Luiz de Santana, afirmou ontem que dentro de duas semanas todo o urânio-- natural ou enriquecido-- existente no país estará contabilizado. O controle da CNEN, segundo Santana, incluirá a movimentação do urânio nos institutos onde é pesquisado (FSP).

BRASIL TEM TECNOLOGIA PARA FAZER REATOR NUCLEAR

O diretor do Centro Experimental de Aramar (da Marinha), almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, disse ontem que o Brasil tem tecnologia para iniciar a construção a qualquer momento de um reator nuclear de 100 megawatts. O reator custaria hoje US$400 milhões e seria suficiente para abastecer de energia elétrica uma cidade de 200 mil habitantes. Othon Pinheiro propôs que o Congresso Nacional crie mecanismos de controle sobre todas as atividades que envolvam energia nuclear no Brasil.

ACM REFUTA ACUSA.ÃO NO CASO DA NEC

O ex-ministro das Comunicações e governador eleito da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, disse que o empresário Máro Garnero vendeu o controle acionário da NEC do Brasil (NDB) em 1986 ao grupo Roberto Marinho "porque quis" (FSP).

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