CUSTO DE VIDA EM SÃO PAULO RECUA PARA 18,40%

O custo de vida na primeira quadrissemana de dezembro em São Paulo começa refletir tendência de queda, registrando variação de 18,40%. Na última quadrissemana de novembro, o índice da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) havia apurado 18,56% (FSP).

CONSTRUÇÃO CIVIL DEMITIU 23.400 TRABALHADORES NO RS

O setor da construção civil demitiu 23,4 mil trabalhadores este ano no Rio Grande do Sul. O número representa um decréscimo de 18% na mão-de-obra do setor em relação a 1989. As informações são do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Rio Grande do Sul (FSP).

BID PREVÊ QUEDA DE 6,4% PARA O PIB ESTE ANO

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) prevê um crescimento negativo de 6,4% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil este ano. O governo brasileiro previa uma queda de 3%, e ultimamente tem admitido recuo de até 4%. Do ano que vem até o ano 2000, o BID prevê crescimento médio do PIB superior a 5%, se forem mantidos os atuais esforços de estabilização. O estudo do BID foi feito a partir de dois cenários: um leva em conta que os atuais planos de estabilização da América Latina serão mantidos, e o outro leva em conta que serão abandonados.

FUNCIONÁRIOS DA COBRASMA ACEITAM REDUÇÃO DE SALÁRIO

Os trabalhadores da Cobrasma em Osasco (SP) aprovaram a redução de seus salários em cerca de 13% em dezembro e janeiro, com uma redução de jornada de 64 horas nesses dois meses. A empresa se propõe a devolver os percentuais descontados nos salários de fevereiro e março (FSP).

DESEMPREGO DEVE ATINGIR 200 MIL TRABALHADORES EM SP

O desemprego na indústria paulista, neste ano, atingirá 200 mil trabalhadores e será o mais alto desde 1981, quanto se constatou a dispensa de 284.400 pessoas. A estimativa é do diretor do Departamento de Documentação e Estatística da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Carlos Eduardo Uchôa Fagundes. Segundo ele, até a quarta semana deste mês o nível de emprego chegará a -10%, o pior resultado dos últimos nove anos.

BC QUER AUTORIZAÇÃO PARA EMITIR CR$460 BILHÕES

O governo federal espera para dezembro uma expansão de pelo menos 56% no volume de papel-moeda em circulação. A expectativa é de que o saldo existente em 30 de novembro aumente de Cr$706,9 bilhões para Cr$1,16 trilhão até o final do ano. Para fazer frente a esse esperado aumento de procura do público pelo papel-moeda, o Banco Central apresenta amanhã ao CMN (Conselho Monetário Nacional) um voto pedindo autorização para a emissão adicional de Cr$460 bilhões (FSP).

O RESULTADO DA BALANÇA COMERCIAL EM NOVEMBRO

O DECEX (Departamento de Comércio Exterior) informou ontem que as importações brasileiras, em novembro, atingiram o recorde de US$2,24 bilhões, contra exportações de US$2,65 bilhões. O superávit comercial foi de US$406 milhões, superior ao de outubro (US$231 milhões) e inferior ao de setembro deste ano (US$712 milhões). De janeiro a novembro deste ano, a balança comercial apresentou um saldo positivo de US$9,77 bilhões, enquanto que em igual período de 1989 o superávit foi de US$15,10 bilhões (redução de 35,29% no período) (FSP).

MP PREVÊ LIQUIDAÇÃO OU PRIVATIZAÇÃO DO LLOYD

O presidente Fernando Collor enviou ontem ao Congresso Nacional a medida provisória no. 288 prevendo a privatização ou a liquidação da Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro. A companhia estatal acumula uma dívida global de cerca de US$400 milhões. Hoje, o ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva, tem reunião com empresários do setor para "colher sugestões". O governo descarta a injeção de recursos para o saneamento financeiro da empresa (FSP).

GOVERNO PAGA US$500 MILHÕES DA DÍVIDA EXTERNA ATÉ MARÇO

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, anunciou ontem que o governo vai pagar US$500 milhões em juros aos bancos credores privados de janeiro a 31 de março de 1991. A quantia corresponde a 30% dos juros da dívida externa que vencerão nesse período (US$1,6 bilhão). É o fim da moratória imposta aos credores em junho de 1989 pelo governo Sarney.

GOVERNO NÃO QUER SENADO NO ACORDO DA DÍVIDA EXTERNA

O Executivo não quer dividir com o Senado Federal a negociação da dívida externa. A equipe econômica já acertou com os partidos que apóiam o governo que eles não participarão de acordo para votar em urgência urgentíssima a resolução que impede o pagamento da dívida sem consulta prévia ao Senado. A resolução define parâmetros para a negociação que são defendidos pelos partidos de oposição.

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