AMAPÁ CORTA RESERVA PARA ABRIR ESTRADA

O governo do Amapá e a empresa Jari estão abrindo uma estrada de 200 quilômetros, cortando as reservas extrativistas daquele estado. A denúncia foi feita ontem, em Curitiba (PR), pela presidente do IEA (Instituto de Estudos Amazônicos), Mary Helena Allegretti. Segundo ela, a intenção do governador Annibal Barcelos (PFL), que assumiu o cargo em 1o. de janeiro, e da empresa Jari é assentar colonos ao longo de toda a extensão da estrada que, quando concluída, ligará a capital Macapá a Laranjal do Jari, no sul do Amapá. "Não vamos permitir esse tipo de ação nas reservas. Queremos que essa obra seja imediatamente suspensa e qualquer tentativa de colonização, refutada", afirmou a presidente do IEA, ao garantir que o órgão e o Conselho Nacional dos Seringueiros já denunciaram o caso ao IBAMA, à Secretaria de Meio Ambiente, ao Ministério da Agricultura e a todas instituições interessadas em financiar projetos na Amazônia, como o Banco Mundial (BIRD) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Mary Helena Allegretti explicou que a estrada começou a ser construída no ano passado e que agora a obra anda a "toque de caixa", com incentivo do governo estadual (JC).