TESOURO TEM SUPERÁVIT

O Departamento do Tesouro Nacional (DTN) registrou um superávit de Cr$125,2 bilhões em outubro. A expectativa do Tesouro é de manter resultados superiores a Cr$100 bilhões nos dois próximos meses para fechar o ano com Cr$600 bilhões em caixa. O resultado de outubro foi gerado pelo ingresso de Cr$2,055 trilhões em receitas para um total de Cr$1,93 trilhão em despesas. O incremento na arrecadação de imposto foi determinante para o bom resultado de outubro (FSP).

RATIFICADOS DOIS VETOS DO PLANALTO À LEI SALARIAL

A oposição não conseguiu reunir os 252 votos necessários no Congresso para derrubar os vetos do presidente Collor à política salarial. Após a votação de dois vetos (que foram mantidos), os oposicionistas deixaram o plenário, negando quórum para o exame dos nove vetos restantes. Estes só deverão voltar à pauta na próxima semana, pois a oposição também pretende negar quórum hoje (FSP).

CONDENADO À PRISÃO IRMÃO DO DEPUTADO JABES RABELO

O irmão do deputado Jabes Rabelo (sem partido-RO), Abidiel Rabelo, foi condenado ontem a 24 anos de prisão por narcotráfico e uso de documento falso. Na Câmara, a sessão secreta para votar a cassação de Jabes começou às 17h 10 com 420 dos 503 deputados. Para ser aprovada, a proposta precisava de 252 votos. Jabes é acusado de falsificar a carteira de assessor parlamentar de Abidiel (FSP).

OFICIAIS SÃO SUSPEITOS DE MAIS UMA FALSIFICAÇÃO

O coronel Daniel Santos Genú, o capitão Paulo Roberto Flores da Silva, ambos na ativa, e o capitão da reserva Gilmário Dantas Nascimento, que se fazia passar por coronel, são também acusados de falsificar Certificados de Regularidade Jurídico Fiscal (CRJF), que habilitam empresas a participar de concorrências no setor público. A nova acusação deve ser acrescentada ao processo que lhes é movido pelo Exército, por falsificação e venda de Certificados de Registro Cadastral (CRC) (O ESP).

MESTRINHO QUER ESTENDER ZONA FRANCA AO RIO E SP

O Rio de Janeiro e São Paulo podem se transformar numa extensão da Zona Franca de Manaus. O governador Gilberto Mestrinho (PMDB) reuniu-se, ontem, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, com o seu presidente, Paulo Protásio, e representantes da CNI, CNC, SNA e FIRJAN para discutir os mecanismos a serem adotados para que a cidade seja uma das portas de entrada e saída dos produtos da Zona Franca. Depois do encontro, ele informou que vai negociar com o governador Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB) acordo idêntico ao que for assinado no Rio de Janeiro (JC).

AUMENTO DE 11,96% NAS AÇÕES DE FALÊNCIA

Cento e trinta e uma falências requeridas de empresas do setor têxtil foram registradas no mês de outubro nos fóruns de São Paulo e do Rio de Janeiro. Isso representa um aumento de 11,96% em relação ao mês de setembro, quando foram cento e dezessete as ações de falência (GM).

NOVA META FISCAL PARA 1992

A missão brasileira que se encontra em Washington (EUA) está redefinindo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) as metas fiscais para 1992, já considerando os efeitos das medidas tributárias baixadas na semana passada.

CSN VAI IMPORTAR INSUMOS

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está realizando tomadas de preços no mercado internacional para importar grande parte das matérias-primas que utiliza, como zinco, estanho, cobre, alumínio e carvão. Segundo uma dsa tradings paulistas consultadas pela CSN, a estatal já teria importado 15 mil toneladas de zinco dos Estados Unidos e da Austrália. O material tem previsão de chegada até o próximo ano (GM).

OS ENTRAVES BRASILEIROS AO MERCOSUL

Para a reunião de amanhã, no Rio de Janeiro, entre os ministros de Economia e presidentes dos bancos centrais de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, o ministro Domingo Cavallo, da Argentina, já tem pronta uma agenda de assuntos "delicados", todos eles relacionados com a situação do brasileira e seus reflexos no normal funcionamento do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

GREVE CORTA LUZ, GÁS E ÁGUA

O Rio de Janeiro viveu ontem um dia tumultuado por greve no setor público, que interromperam o fornecimento de gás na capital e causaram falhas na transmissão de energia elétrica e no abastecimento de água em cidades do interior. A população foi surpreendida pelas paralisações. Até os hospitais foram atingidos: a comida dos pacientes foi feita em fogareiros e fornos de microondas emprestados.

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