A missão brasileira que se encontra em Washington (EUA) está redefinindo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) as metas fiscais para 1992, já considerando os efeitos das medidas tributárias baixadas na semana passada. Ontem, o secretário nacional de Planejamento, Pedro Pullen Parente, anunciou para o ano que vem um superávit primário do governo central, estatais federais e Previdência Social da ordem de 2,4% do PIB, podendo ficar entre 2,9% e 3% do PIB, com a receita adicional gerada para os governos estaduais e cuja primeira avaliação aponta para um efeito de 0,5% do PIB. A nova meta ficará bem acima do superávit primário global de 2% do PIB projetado pelo governo nas discussões anteriores com o FMI, há cerca de um mês. Também mudará a meta do déficit operacional (que desconta as correções monetária e cambial). Estamos concluindo os exercícios, mas podemos dizer que o déficit
43242 operacional para 1992 ficará abaixo de 2% do PIB, admitindo que no início
43242 do ano que vem ainda teremos de trabalhar com uma política monetária
43242 apertada e juros elevados, adiantou Parente. A meta anterior para o déficit operacional no ano que vem era de 2,6% do PIB. O secretário nacional de Planejamento frisou que para 1993 permanecem as projeções anteriormente definidas, de superávit primário de 4% do PIB e superávit operacional de 0,61% do PIB. Já com os efeitos quantitativos do pacote tributário na mão (os cálculos finais chegaram ontem à equipe brasileira que negocia com o FMI), as discussões na parte da tarde puderam ser aprofundadas com relação à política fiscal, em cima dos números que vão justificar a inclusão das novas metas na carta de intenções que o Brasil pretende remeter ainda neste mês ao Fundo (GM).