BRIZOLA PEDE LEALDADE A COLLOR

O governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), pediu ontem lealdade ao presidente "carioca" Fernando Collor. No programa Com a Palavra, Governador, veiculado pela rádio Jornal do Brasil, Brizola disse que o presidente "não é mal intencionado" e garantiu que o leilão da Usiminas não abalou seu relacionamento com o governo federal (JC).

PASSAGEM AÉREA SERÁ CORRIGIDA PELO DÓLAR

Os preços das passagens aéreas terão aumentos acima da inflação, e a partir do próximo ano as tarifas deverão acompanhar as taxas do dólar. A informação é do brigadeiro-do-ar Carlos Sérgio de Santana César, chefe do Departamento Técnico do Departamento de Aviação Civil (DAC) (JC).

AÇÕES DA PETROBRÁS À VENDA

A BNDES Participações (BNDESPar), subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), venderá hoje ações preferenciais da PETROBRÁS, em leilão na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O preço mínimo por ação será de Cr$2.120,62 (JC).

EM VIGOR AS MUDANÇAS NO ICMS DAS MICRO

O secretário de Estado de Economia e Finanças do Estado do Rio de Janeiro, Cibilis Vianna, assinou ontem resolução que vai facilitar a vida dos micros e pequenos empresários fluminenses. Pelo novo sistema, criado a partir do lançamento do Projeto Paraíso, os micro e pequenos empresários vão pagar o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) através de carnê e ficarão dispensados de efetuar os registros em livro fiscal. Somente a documentação de entrada de mercadorias será objeto de fiscalização (JC).

CÂMARA REAGE À REFORMA FISCAL

A reforma tributária, anunciada no último dia 1 pelo presidente Fernando Collor de Mello e reformulada anteontem, recebeu ontem um sinal vermelho da Subcomissão de Tributos da Câmara dos Deputados. Os parlamentares são contra a criação da alíquota de 35% para a pessoa física, por acreditarem que será um foco de sonegação fiscal. Além disso, a Subcomissão foi contra a idéia de impor às empresas o pagamento, no próximo ano, do Imposto de Renda referente 1991 e a 1992 (JC).

OS IMÓVEIS DO INSS

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, vai propor ao presidente Fernando Collor a venda de 65% dos imóveis da Previdência Social. Paralelamente, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) estuda a possibilidade de contratar uma imobiliária, para administrar cerca de sete mil imóveis da Previdência Social em todo o país. A proposta foi entregue a Magri pelo superintendente regional do INSS, Carlos Eduardo Seabra (JC).

MONTADORAS RESPONDEM AO GOVERNO COLLOR

Todas as montadoras de automóveis decidiram repassar ao preço final do produto o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), em 10%, provocado pelo cancelamento do incentivo dado ao setor, em junho. A Fiat aplicou ontem o reajuste entre 6,12% e 10,2%; a General Motors divulgará hoje nova tabela, com aumento médio de 9,2%; e a Autolatina avisou às redes Volkswagen e Ford que seus veículos serão majorados, também hoje, em 8,5% e 8,8%, respectivamente, em média-- o reajuste atinge também a linha Santana, que havia ficado mais caro no último dia 4 (JC).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$670,80 e Cr$671,00. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$780,00 para compra e Cr$800,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro, de Cr$770,00 e Cr$820,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$770,00 para compra e Cr$800,00 para venda em São Paulo e a Cr$770,00 e Cr$820,00 no Rio de Janeiro (GM).

FMI QUER SABER SOBRE REFORMA NO BRASIL

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Michel Camdessus, tem interesse em fechar um acordo no tipo "stand-by" com o Brasil e aguarda os resultados das negociações técnicas que foram formalmente reiniciadas nesta semana em Washington (EUA). O FMI quer ter certeza de que as medidas tributárias anunciadas pelo governo na semana passada serão implementadas e que o esforço represente um ajuste fiscal para 1992 da ordem de 3% do PIB, conforme prometido (GM).

SINDICATO ACUSA BRASTEMP DE NÃO CUMPRIR ACORDO

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo denunciou ontem que a Brastemp não está cumprindo o acordo de demissões voluntárias, assinado na semana passada com o sindicato, e começou a demitir trabalhadores que voltaram ontem das férias coletivas, concedidas no último dia 14, a 3,5 mil operários (O Globo).

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