CANCELADO LEILÃO DA GOIASFÉRTIL

A Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização suspendeu ontem o leilão de privatização da Goiasfértil, que seria realizado hoje, por falta de interessados na aquisição da empresa. É o primeiro fracasso do programa de privatização do governo Collor. Mesmo enfrentando batalhas judiciais e políticas, o governo conseguiu se desfazer de sete estatais desde novembro. A Comissão tem 30 dias para marcar nova data de venda ou liquidação da empresa (O ESP).

GOVERNO EXIGIRÁ DADOS DE COMPRAS COM CARTÃO DE CRÉDITO

O Ministério da Economia passará a exigir das empresas administradoras de cartões de crédito o valor total das compras efetuadas por seus clientes, e não apenas simples dados cadastrais. A informação foi dada ontem pelo secretário da Fazenda Nacional, Luiz Fernando Wellisch, e tem por objetivo combater a sonegação de impostos. O Ministério da Economia baixa nos próximos dias portarias especificando as informações a serem requeridas pelo governo (O ESP).

FECHADO ACORDO SOBRE DÍVIDA DA POLÔNIA

O Brasil fechou um acordo para o refinanciamento de uma dívida de US$1,9 bilhão que a Polônia tem com o Banco Central e Banco do Brasil. Os termos do acordo que reescalona por 20 anos a chamada dívida das "polonetas" foram acertados na semana passada, em Varsóvia. O Brasil poderá receber ainda este ano US$70 milhões da Polônia, a título de juros (O ESP).

GRÃ-BRETANHA INDENIZA NÃO-HEMOFÍLICOS

O governo britânico decidiu pagar compensações aos pacientes não- hemofílicos que contraíram AIDS através de transfusão de sangue durante tratamento nos hospitais do National Health Service (sistema de saúde público). Até agora, apenas os hemofílicos tinham direito a esse tipo de indenização. De acordo com as estatísticas oficiais, 74 pacientes, além da famílias de outros 25 que já morreram devido à doença, poderão reclamar compensação. Uma verba de 12 milhões de libras (aproximadamente US$20 milhões) foi destinada para esse fim (JB).

ONU LIBERA VERBA PARA BRASIL CONTER POPULAÇÃO

A região Nordeste e bolsões de miséria em centros urbanos brasileiros serão beneficiados pelo Fundo de Controle da População das Nações Unidas, que nos próximos cinco anos pretende investir US$12 milhões no Brasil.

SERVIDOR CARIOCA TEM REAJUSTE DE 22%

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Alencar (PDT), concedeu ontem aos servidores municipais um reajuste de 22% retroativo a 1o. de fevereiro. O salário do prefeito, teto de remuneração do funcionalismo, é agora de Cr$4,1 milhões. Os professores, a categoria mais numerosa do funcionalismo, passam a ganhar entre Cr$222 mil e Cr$351 mil. Os professores que estão em greve e faltaram ao trabalho seis dias seguidos terão seus salários suspensos (O Globo).

EUA SÃO CONTRA ACORDO PARA REDUZIR EMISSÃO DE POLUENTES

As esperanças de se conseguir um acordo, durante a Rio-92, para se reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, estão sendo derrubadas pelos EUA. O governo norte-americano preparou um documento, a ser entregue hoje na ONU (Organização das Nações Unidas), dizendo ser contrário ao estabelecimento de qualquer prazo para a adoção de medidas que evitem o chamado efeito estufa. Para a Casa Branca, ainda não há provas científicas suficientes de que as emissões de CO2 sejam nocivas ao planeta.

GOVERNO DO PARÁ CONTESTA CRÍTICAS SOBRE AMAZÔNIA

Os países ricos, responsáveis pela emissão de cinco bilhões de toneladas de gás carbônico por ano, não podem culpar a Amazônia pelas mudanças climáticas verificadas no planeta, já que a queima das florestas brasileiras não significa mais que 330 milhões de toneladas do gás por ano na atmosfera.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$1.483,40 e Cr$1.483,50. No mercado paralelo o dólar teve o preço de Cr$1.435,00 para compra e Cr$1.450,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$1.390,00 e Cr$1.440,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$1.430,00 para compra e Cr$1.445,00 para venda em São Paulo e a Cr$1.400,00 e Cr$1.450,00 no Rio de Janeiro (GM).

GOVERNO QUER INVESTIR US$65,7 BILHÕES ATÉ 1995

O governo Collor planeja investimentos de US$64,7 bilhões no período de 93 a 95. Esses investimentos integram o Plano Plurianual, enviado ontem ao Congresso Nacional pelo presidente Fernando Collor. Para obter os recursos necessários, é preciso que o Legislativo aprove em 92 uma reforma fiscal que resulte num ganho adicional de receita de 1,9% do PIB. O cenário do plano somente prevê a retomada do crescimento econômico a partir de 93, com o PIB aumentando 3%.

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