Os países ricos, responsáveis pela emissão de cinco bilhões de toneladas de gás carbônico por ano, não podem culpar a Amazônia pelas mudanças climáticas verificadas no planeta, já que a queima das florestas brasileiras não significa mais que 330 milhões de toneladas do gás por ano na atmosfera. Tal argumento, apresentado anteontem pelo ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, ilustra a mensagem que o governo do Pará pretende divulgar com a promoção do Simdamazônia (Seminário Internacional sobre Meio Ambiente, Pobreza e Desenvolvimento), que se encerrará amanhã, em Belém. O evento foi organizado com a finalidade de apresentar as posições e reivindicações da região, que serão levadas à próxima reunião preparatória da Rio-92, em Nova Iorque (EUA), no mês que vem. Para o governador do Pará, Jáder Barbalho, "o Simdamazônia dirá não ao colonialismo ambiental alienante e ao discurso preservacionista que esconde um interesse em manter a região sub- desenvolvida". Ele também afirmou que despreza a "ajuda nos moldes do Grupo dos Sete" (G-7), que promete liberar US$1,6 bilhão para projetos ambientais na Amazônia. O governador disse que prefere obter transferência de novas tecnologias a receber "esmolas" dos países ricos (GM).