TCU REJEITA ACERTO COM USINEIROS

O TCU (Tribunal de Contas da União) considerou ontem "lesivo ao erário público, com indícios de favorecimento a terceiros" o pagamento feito pelo Banco do Brasil, em junho do ano passado, da dívida de US$85,9 milhões dos usineiros com um consórcio de bancos estrangeiros. Os ministros do TCU recomendaram que a direção do banco faça imediatamente o pagamento do débito, se necessário judicialmente, e que abra inquérito administrativo para apurar os responsáveis pelo negócio.

REVENDEDORES DE VEÍCULOS FIRMAM ACORDO

Cerca de 1.200 revendedores de veículos de todo o país, reunidos pela FENABRAVE (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos) em São Paulo, aprovaram ontem cinco medidas para amenizar a crise no setor. O objetivo é reduzir os custos financeiros dos estoques.

GRUPO 2 TEM 139,4% DE REAJUSTE SALARIAL

O Ministério da Economia divulgou portaria ontem com o reajuste dos assalariados do Grupo 2, que tem data-base em outubro, fevereiro e junho. O reajuste será de 139,4% e deve ser aplicado até a parcela de três salários-mínimos (O ESP).

EMISSÃO DE MOEDA CAIU 9,8% EM JANEIRO

Apesar do grande volume de ingresso de recursos externos nos últimos dois meses, a política monetária praticada pelo Banco Central conseguiu reduzir a base monetária (emissão de moeda) em janeiro. A emissão registrou retração de 9,8%, contra expansão de 42,6% em dezembro. Em termos absolutos, o saldo da base monetária foi reduzido em Cr$619 bilhões e o principal fator contracionista foram as operações do BC com títulos federais. Houve captação líquida de Cr$5,9 trilhões em janeiro.

INCRA LIBERA CR$8,3 BILHÕES PARA RONDÔNIA

O presidente do INCRA, Renato Simplício, liberou ontem, em Porto Velho (RO), Cr$8,3 bilhões para a implementação da sétima etapa do Programa Terra, do Ministério da Agricultura. Cerca de 12 mil famílias serão assentadas nos 23 municípios do estado. As regiões de Ji-Paraná e Pimenta Bueno receberão a maior parte dos recursos: Cr$2,5 bilhões. O dinheiro será aplicado na construção de 333 quilômetros de estradas, 19 escolas e quatro postos de saúde. O Programa Terra já foi lançado em Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Mato Grosso e Pará (JC).

GOVERNO FEDERAL ASSUMIRÁ PARTE DA DÍVIDA DO METRÔ DO RJ

O governo federal assumirá cerca de US$2,2 bilhões dos US$2,8 bilhões da dívida do metrô do Rio de Janeiro. Após o equacionamento da dívida, o metrô será transferido para o município e os três urbanos para o estado. Depois de resolvido o problema da dívida, serão retomadas as obras da linha 2 do metrô. Esse projeto já tem financiamento aprovado pelo BNDES, mas a liberação dos recursos depende da resolução dos problemas financeiros do metrô.

FMI APROVOU EMISSÃO DE TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA

A emissão de títulos da dívida pública no valor de US$1 bilhão este ano, para assegurar equalização dos juros nos créditos à exportação, foi previamente acertada com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Esta emissão inviabilizaria o cumprimento das metas de déficit público prometidas na carta de intenções ao FMI e, por isso, não será computada nas contas públicas este ano. O acerto foi negociado, por telefone, pelo secretário nacional de Planejamento, Pedro Parente, com o FMI.

FUNCIONÁRIOS DA COFAP INICIAM GREVE

Cerca de 900 trabalhadores da COFAP (Companhia Fabricadora de Peças) em São Bernardo do Campo (SP) entraram em greve ontem. Eles protestam contra 102 demissões de funcionários feita pela empresa. A COFAP informou que o corte (cerca de 10% do efetivo) deve-se à queda de 30% nas vendas desde dezembro (FSP).

GOVERNO PROMETE INVESTIR US$15 MILHÕES EM TURISMO

O governo vai investir neste ano US$15 milhões em turismo externo. Segundo o presidente da EMBRATUR, Ronaldo Monte Rosa, esta é a primeira vez que o turismo faz parte do orçamento da União. Dados do Banco Central revelam que a conta turismo do Brasil apresentou no ano passado um superávit de US$315 milhões, quatro vezes superior ao desempenho de 1990, que registrou déficit de US$114 milhões. Em 1991, a receita foi de US$1,5 bilhão, contra US$1,2 bilhão gastos no exterior.

GOVERNO RECUA E NÃO REDUZ TAXAS DAS IMPORTAÇÕES

Ao anunciar ontem as medidas do pacote de incentivo as exportações, o governo recuou e decidiu não reduzir as tarifas de importação sobre produtos que, diz, estão pressionando a inflação-- alimentos industrializados, artigos de higiene e de limpeza. A medida deveria fazer parte do pacote. Uma das razões para o recuo foi um "acordo de cavalheiros" fechado na última semana. As indústrias se comprometeram a segurar os preços nos próximos 90 dias. Em troca, o governo resolveu manter as alíquotas dos importados.

Páginas

Subscrever CRDOC RSS