Enviado por admin em qui, 21/05/1992 - 00:00
O programa de privatização deverá mudar radicalmente, pelo menos no que diz respeito a seus objetivos. O presidente do BNDES e do Programa Nacional de Desestatização, Eduardo Modiano, quer que deixe de ser usado apenas para reduzir o endividamento público e passe a "proporcionar benefícios diretos para a sociedade". Uma das suas idéias é que a venda das estatais passe a gerar recursos para aplicação em programas sociais.
Enviado por admin em qui, 21/05/1992 - 00:00
O empresário Pedro Collor de Mello disse ontem que gravou uma fita que pode acabar com o governo e prometeu entregá-la ao procurador-geral da República, Aristides Junqueira, na próxima semana. Afirmou que a gravação aponta irregularidades na administração do irmão, o presidente Fernando Collor, e denuncia supostos crimes cometidos pelo empresário Paulo César Farias, o PC. "Se eu morrer amanhã pela manhã, o governo cai à noite", afirmou.
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O presidente da Comissão de Ajuste Fiscal, Ary Oswaldo Mattos Filho, propôs ontem a divisão do sistema de financiamento da Previdência Social e dos programas de saúde. A cobertura financeira seria feita com a criação do Imposto sobre Transações Financeiras (ITF), que teria uma alíquota de 0,10% a 0,15%. O ITF geraria receitas da ordem de US$5,1 bilhões a US$7,6 bilhões. Pelo projeto, as empresas poderiam optar entre o sistema de saúde da Previdência e o atendimento médico particular.
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A ELETROBRÁS foi classificada como inadimplente da União pela Procuradoria da Fazenda Nacional por não pagar um empréstimo do BIRD (Banco Mundial), outro do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)-- Cr$430 bilhões-- e contribuições do PIS/Pasep-- Cr$3,6 milhões. O Tesouro Nacional foi obrigado a honrar o "aval" e mandou o Banco do Brasil fazer o pagamento aos dois bancos.
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O governo pretende implementar o ajuste fiscal com o dinheiro das próximas privatizações. A idéia é "copiar" o modelo argentino de desestatização. E-- como foi feito lá-- reduzir a necessidade de financiamento do Estado, fazendo "caixa" para suportar a fase de transição para um novo sistema tributário. Esse é o motivo de duas "visitas" feitas pelo economista Rudiger Dornbush ao ministro Jorge Bornhausen (Secretaria de Governo) e ao secretário de Assuntos Estratégicos, Eliezer Batista,nas duas últimas semanas.
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O governo federal aumentou em Cr$9 trilhões a previsão de gastos com pessoal neste ano por causa do reajuste de 80% concedido ao funcionalismo público a partir de abril. A nova meta é gastar Cr$41 trilhões-- número menor do que o teto previsto no Orçamento aprovado pelo Congresso (Cr$45 trilhões). Para evitar o estouro no segundo semestre, o Ministério da Economia iniciou estudos para enxugar os gastos.
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Um acordo entre trabalhadores e empresas encerrou ontem a greve dos motoristas e cobradores de ônibus de Natal (RN). Pelo acordo, o salário dos motoristas este mês será de Cr$660 mil e o dos cobradores, de Cr$382 mil. Em junho, motoristas ganharão Cr$750 mil (FSP).
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O Amazonas exportou US$13,9 milhões (Cr$3,8 bilhões) no total em abril. A Associação dos Exportadores da Zona Franca de Manaus informou que as exportações de abril foram 20,7% superiores às registradas em março e as maiores dos últimos 20 anos (FSP).
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O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus (AM), Elson Melo, anunciou ontem a demissão de 30 dos 60 funcionários da entidade. O sindicato é o maior do Amazonas. Melo disse que a queda de arrecadação do sindicato foi de 50% nos últimos meses (FSP).
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A Mercedes-Benz do Brasil S/A anunciou ontem que vai transferir a sua linha de produção de caminhões de São Bernardo do Campo (SP) para Campinas (SP). A transferência, segundo o diretor-técnico e administrativo da empresa, Hans Peter Reinhardt, será feita de forma gradativa em até cinco anos. Segundo ele, a Mercedes pretende investir US$200 milhões (cerca de Cr$560 bilhões) na fábrica de Campinas nos próximos cinco anos. A transferência foi decidida porque a fábrica de São Bernardo do Campo, onde é a matriz da empresa, não tem possibilidade de expansão.
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