O governo federal aumentou em Cr$9 trilhões a previsão de gastos com pessoal neste ano por causa do reajuste de 80% concedido ao funcionalismo público a partir de abril. A nova meta é gastar Cr$41 trilhões-- número menor do que o teto previsto no Orçamento aprovado pelo Congresso (Cr$45 trilhões). Para evitar o estouro no segundo semestre, o Ministério da Economia iniciou estudos para enxugar os gastos. Muitos órgãos estão aumentando seus salários por conta de liminares concedidas em primeira instância na Justiça, mas o Ministério da Economia não tem o controle sobre a natureza das ações e o esforço efetivo das áreas jurídicas para contestá-las. Com o controle do sistema, esse esforço vai ser cobrado. Técnicos do Ministério avaliam que o estouro nos gastos com pessoal é de Cr$4,4 trilhões, já que para o segundo semestre estava prevista uma revisão da meta anual de Cr$32 trilhões, que passaria para Cr$36,6 trilhões (FSP).