COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$2.775,50 e Cr$2.775,60. No mercado paralelo o dólar teve o preço de Cr$2.950,00 para compra e Cr$2.980,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$2.930,00 e Cr$3.030,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$2.930,00 para compra e Cr$2.990,00 para venda em São Paulo e a Cr$2.850,00 e Cr$2.950,00 no Rio de Janeiro (GM).

GOVERNADOR DO PARANÁ REIVINDICA ACESSO ÀS TECNOLOGIAS

O governador do Paraná, Roberto Requião, disse ontem no Seminário Internacional Eco-Urbs 92, no Rio de Janeiro, que a Rio-92 não poderá ser apenas um encontro para preservar o meio ambiente. Requião quer que a reunião de cúpula garanta às nações do Terceiro Mundo o acesso às tecnologias de ponta. Segundo o governador, a flexibilização no uso de novas técnicas desenvolvidas no Primeiro Mundo é a contrapartida para a criação de mecanismos de proteção ambiental nos países em desenvolvimento (JB).

BRASIL RESPONDE POR 4% DO EFEITO ESTUFA

Embora o controle do efeito estufa, e consequentes alterações climáticas do planeta, dependam muito mais dos países industrializados do que do Terceiro Mundo, há muito o que fazer a favor desta causa no Brasil. A emissão de gases que retêm calor, pelo desmatamento da Amazônia e pelos combustíveis fósseis (este em escala menor) faz com que o Brasil responda por 4% do efeito estufa mundial-- contra 20% dos EUA, por exemplo.

PSDB ESCOLHE CANDIDATOS À PREFEITURA DO RJ

O PSDB anunciou ontem o nome de Cândido José Mendes de Almeida, diretor do Centro Cultural Cândido Mendes, como candidato a vice-prefeito do Rio de Janeiro na chapa do tucano Sérgio Cabral Filho. A plataforma de campanha dos dois será baseada no turismo, na cultura e no respeito pelos mais velhos (O Globo).

GREENPEACE DENUNCIA MULTINACIONAIS

A uma semana de sua abertura oficial-- e depois que o secretário-geral Maurice Strong e os índios fumaram o cachimbo da paz-- a Rio-92 começa a esquentar. O Greenpeace, a mais conhecida organização ecológica internacional, divulgou ontem, no Rio de Janeiro, o documento "Greenwash" ("Maquiagem verde"), no qual acusa as multinacionais de estarem tentando dominar a conferência da ONU, com o apoio do próprio Strong, e de impedirem a preservação do planeta ao deturpar os conceitos sobre o desenvolvimento sustentado.

REUNIÃO INDÍGENA DENUNCIARÁ GENOCÍDIO

A demarcação de terras e o fim do genocídio, em especial na África e na Ásia, são os principais pontos da "Carta da Terra" que mais de 150 índios de 26 países dos cinco continentes estão preparando na Conferência dos Povos Indígenas, na Aldeia Kari-Oca, no Rio de Janeiro, para a Rio-92. Ontem, segundo dia da conferência, os representantes se reuniram e relataram a situação de seus povos, deixando claro que o ponto que os une é a falta de terras.

BRIGA AFETA TÍTULOS DA DÍVIDA EXTERNA

A briga da família Collor agitou o mercado secundário de Nova Iorque (EUA), onde são negociados os títulos da dívida externa brasileira. Os ataques de Pedro Collor ao irmão provocaram uma queda de 6% a 7% no preço dos papéis e o mercado passou um dia de altos e baixos. As notícias publicadas nos principais jornais norte-americanos causaram medo de que o presidente Fernando Collor pudesse renunciar. No fim do dia, o preço dos títulos estava em US$0,39 para cada dólar, meio ponto abaixo da cotação do último dia 22 (O Globo).

OAB DIZ QUE PF NÃO PODE APURAR DENÚNCIAS CONTRA COLLOR

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcelo Lavenere, considerou ontem, em Brasília, um "absurdo" a Polícia Federal ter sido designada para investigar as denúncias de Pedro Collor contra o irmão Fernando. "Onde é que já se viu o Executivo investigar o próprio Executivo?", disse. Para Lavenere, a investigação da PF "não tem amparo legal porque, constitucionalmente, quem deve investigar o Executivo é o Legislativo". O artigo 86 da Constituição diz que cabe ao Congresso decidir se o presidente é culpado.

EMBAIXADOR DIZ QUE IMAGEM DO PAÍS NÃO FOI AFETADA

O embaixador dos EUA no Brasil, Richard Melton, 56 anos, disse ontem, no Rio de Janeiro, que as denúncias de irregularidades no governo Collor não afetam a imagem do país no exterior. Para o diplomata, o Brasil se mantém prestigiado graças à política econômica. "Minha impressão é que tudo vai bem nesse sentido", disse ele (FSP).

COLLOR PEDE DESCULPAS AO PAÍS

O presidente Fernando Collor pediu ontem duas vezes "desculpas" ao país. Em pronunciamento levado ao ar duas vezes em cadeia de rádio e TV, disse que as acusações do irmão Pedro causaram "desassossego". Afirmou sentir sofrimento e dor. No pronunciamento, Collor não poupou o irmão. Reafirmou que as denúncias são Insensatas e falsas". Disse ter sacrificado o lado pessoal ao determinar a abertura de uma ação contra Pedro por danos morais. "Pensei muito, muito mesmo, antes de tomar essas decisões.

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