Enviado por admin em ter, 26/05/1992 - 00:00
O mercado financeiro ficou agitado ontem, diante das declarações do empresário Pedro Collor contra "PC", o empresário Paulo César Farias, tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello à Presidência da República. O preço do ouro fechou em alta de 2,75%, o ágio (diferença) do black em relação ao dólar comercial pulou para 7,93% e as Bolsas de Valores despencaram: baixa de 7,4% em São Paulo e de 5,8% no Rio de Janeiro (FSP).
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O presidente Fernando Collor de Mello pediu ontem de manhã que o ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, cuide pessoalmente de uma ação conjunta com o ministro da Justiça, Célio Borja, para acelerar e aprofundar as investigações em torno das contas, dos bens e da renda do empresário alagoano Paulo César Farias, o PC. A ação envolverá a Receita Federal, o Banco Central e a Polícia Federal (FSP).
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Os líderes da Câmara se reúnem hoje para discutir a criação de uma CPI sobre o caso PC. O presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), disse que as acusações devem ser investigadas e que a CPI não substitui delegacia de polícia. O governador Luiz Antônio Fleury Filho (SP) afirmou existir uma alternativa à CPI, que o PMDB discute hoje: uma comissão do Congresso para acompanhar as investigações (FSP).
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O irmão do empresário PC Farias saiu em defesa da família, alvo das acusações de Pedro Collor. "Queremos paz, mas podemos fazer tremer a República, declarou o deputado federal Augusto Farias (PSC). Ontem, PC decidiu processar o irmão caçula do presidente por calúnia, difamação e imjúria. Em Maceió, Pedro desafiou o presidente a abrir mão de sua imunidade para que possa ser processado por corrupção (FSP).
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O vice-presidente da República, Itamar Franco, disse ontem que o país está "maduro para superar dentro da Constituição todo e qualquer tipo de dificuldade". O vice declarou no Rio que "Executivo, Legislativo e Judiciário saberão cumprir os respectivos deveres" na apuração das denúncias de Pedro Collor. Sobre a possibilidade de não assumir em caso de impeachment do presidente, Itamar disse que sua função não é "jogar lenha no fogo", mas que "não há condições no Brasil de hoje se rasgar a Constituição".
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Ontem, o Planalto iniciou ofensiva contra a crise de credibilidade e para evitar que as acusações motivem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. O presidente anunciou que vai entrar na Justiça com uma ação penal contra Pedro por crime de calúnia. Determinou também a abertura de inquérito para apurar as denúncias de irregularidades na administração e se dispôs a depor sobre o caso (FSP).
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Pesquisa DataFolha mostra que 43% dos paulistanos querem o afastamento do presidente Collor. Dos 1.050 entrevistados, 25% defendem a renúncia e 18% apóiam um afastamento temporário durante a investigação das acusações levantadas contra o presidente por seu irmão mais novo, Pedro Collor. Na pesquisa, 50% querem que Collor fique no cargo; 7% não têm opinião (FSP).
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As pessoas portadoras de deficiência não vão ficar de fora da Conferência das Nações Unidas sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento (Rio- 92). Entre os dias 08 e 11 de junho, será realizado, como parte do Fórum Global, o I Simpósio sobre Meio-Ambiente e Portadores de Deficiência, que discutirá temas como os problemas ambientais que geram deficiências e as relações destas com o meio-ambiente.
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O presidente Fernando Collor de Mello baixou decreto criando um padrão nacional para sistemas de informática. Dentro de um ano e meio, todos os órgãos da administração direta da União estarão proibidos de dispor de equipamentos sem tais características. O padrão oficial envolverá, inicilamente, aplicações de correios eletrônico e transferências de arquivos (JB).
Enviado por admin em ter, 26/05/1992 - 00:00
O secretário da ONU para a Rio-92, Maurice Strong, negou ontem que a briga entre Pedro Collor e presidente da República possa afetar a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento. Vários países têm problemas semelhantes e não vejo razão para que a
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