A uma semana de sua abertura oficial-- e depois que o secretário-geral Maurice Strong e os índios fumaram o cachimbo da paz-- a Rio-92 começa a esquentar. O Greenpeace, a mais conhecida organização ecológica internacional, divulgou ontem, no Rio de Janeiro, o documento "Greenwash" ("Maquiagem verde"), no qual acusa as multinacionais de estarem tentando dominar a conferência da ONU, com o apoio do próprio Strong, e de impedirem a preservação do planeta ao deturpar os conceitos sobre o desenvolvimento sustentado. "As multinacionais usam a linguagem e a imagem da ecologia para esconder que são as principais causadoras do efeito estufa e do buraco de ozônio. E foi Strong quem incentivou a participação delas nas decisões da conferência", disse Josh Karliner, coordenador do Greenpeace para a Rio-92 (O Globo).