GASTOS COM COLLOR JÁ CHEGAM A US$11,68 MILHÕES

A CPI calcula que as despesas do presidente Fernando Collor pagas pelo esquema PC já chegam a US$11,68 milhões. O valor é a soma dos depósitos feitos por correntistas "fantasmas" e por uma empresa de PC nas contas de Ana Acioli (secretária de Collor), da empresa que reformou a Casa da Dinda, da primeira-dama Rosane e da assessora de Rosane, Izabel Teixeira. Os gastos superam em mais de três vezes o empréstimo de US$3,75 milhões que Cláudio Vieira diz ter feito no Uruguai e usado para pagar contas do presidente.

MERCOSUL DEBATE ENTRADA DE MÃO-DE-OBRA EXTERNA

O coordenador de assuntos trabalhistas do Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL), João Lima Teixeira Filho, disse ontem, em Curitiba (PR), que o Brasil precisa reduzir o mais rapidamente possível as restrições à entrada de estrangeiros no mercado de trabalho nacional, para se adequar ao espírito do mercado comum que será efetivado a partir de 1995.

O LUCRO DA PETROBRÁS

A PETROBRÁS teve lucro líquido de US$26 milhões (Cr$114 bilhões) no último semestre, para um faturamento bruto de US$7,1 bilhões (Cr$31,2 trilhões), o que correspondeu a um lucro de Cr$88,75 por ação no período. A dívida do governo para com a PETROBRÁS foi contabilizada em US$3,59 bilhões (Cr$15,8 trilhões), um acréscimo de US$959 milhões (Cr$4,22 trilhões) em relação a 31 de dezembro do último ano. No final de junho, o endividamento global da PETROBRÁS chegou a US$4,2 bilhões (Cr$18,5 trilhões) (JC).

ACORDO PARA O CAFÉ

O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, pretende fazer com o setor do café o que conseguiu com o automobilístico. Após reunião com produtores de todo o país em Belo Horizonte (MG), ontem, o ministro decidiu constituir uma comissão para, em 21 dias, costurar um acordo entre governo federal, governos estaduais, cooperativas e agricultores. A comissão, formada por representantes desses segmentos, irá traçar um plano para a cafeicultura apresentando alternativas para a definição do preço de garantia e recapitalização do Funcafé (JC).

ERMÍRIO NÃO EXPLICA PAGAMENTO A PC FARIAS

O empresário Antônio Ermírio de Moraes, do grupo Votorantim, não consegiu explicar à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) os motivos que levaram algumas das empresas da holding que dirige a pagar US$239 mil à empresa EPC, de Paulo César Farias, por serviços de consultoria que não chegaram a ser prestados. Em quase cinco horas de depoimento, o emresário confirmou o pagamnto à EPC, mas não conseguiu esclarecer aos parlamentares os motivos pelos quais foi adiantado o dinheiro pela prestação dos serviços da empresa de PC.

CRÉDITO FRANCÊS PARA O BRASIL

Os franceses estão-se reaproximando do Brasil, após o acordo sobre as disputas bilaterais antigas, iniciadas quando o governo Sarney suspendeu os pagamentos externos. Nos investimentos foram anunciados ontem, em Paris, pelo vice-ministro de Comércio Exterior, Bruno Durieux, ao retornar de uma visita à América Latina. A Thomson-CSF estuda um programa de cobertura de radar para a Amazônia, no valor de US$679 milhões.

SENADO APROVA PEDIDO DE EMPRÉSTIMO AO EXIMBANK

O Senado Federal aprovou ontem mensagem do presidente Fernando Collor solicitando autorização para contratação de crédito externo no valor de 6,5 bilhões de ienes japoneses. A operação será realizada entre o BNDES e o Eximbank do Japão e se destina ao financiamento do Programa Nacional de Controle da Poluição Industrial (GM).

ACORDO SETORIAL NO MERCOSUL

Representantes da indústria têxtil de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai reúnem-se no próximo dia nove, até o dia 11, em Assunção (Paraguai). É o quarto encontro para definição de um acordo setorial que vigore durante o período de transição ao estabelecimento do MERCOSUL. O Brasil deverá empenhar-se para reduzir ou mesmo eliminar a lista de exceções argentina. Nesta lista estão cerca de 200 produtos têxteis cuja importação não é beneficiada com o desconto de 61% nas alíquotas estabelecido entre os países.

NOVO PRESIDENTE DA FIESP QUER FIM DO IMPOSTO SINDICAL

Uma das prioridades do candidato eleito para a presidência da FIESP/CIESP, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, será a extinção do imposto sindical que atualmente ajuda a sustentar a FIESP e os sindicatos a ela ligados. Dos 121 sindicatos que colocaram seus votos na urna da FIESP, na eleição realizada em 29 de julho, vários não resistirão a essa medida. "Alguns vão fechar porque não conseguirão sobreviver sem o imposto sindical, enquanto outros terão que aumentar o número de sócios ou se juntar", explicou Moreira.

BRASIL PEDIRÁ FIM DE IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO PARA ÓLEO DE SOJA

O governo brasileiro vai pedir à CEE (Comunidade Econômica Européia) tarifa zero para as importações de óleo de soja brasileiro, atualmente taxadas em 10% naquele mercado. Esse é um dos produtos que constam da lista de compensações que o Brasil espera obter da CEE pelos prejuízos relacionados com os subsídios fornecidos aos agricultores europeus.

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