Uma das prioridades do candidato eleito para a presidência da FIESP/CIESP, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, será a extinção do imposto sindical que atualmente ajuda a sustentar a FIESP e os sindicatos a ela ligados. Dos 121 sindicatos que colocaram seus votos na urna da FIESP, na eleição realizada em 29 de julho, vários não resistirão a essa medida. "Alguns vão fechar porque não conseguirão sobreviver sem o imposto sindical, enquanto outros terão que aumentar o número de sócios ou se juntar", explicou Moreira. Do orçamento da FIESP para este ano, que atinge Cr$24,8 bilhões, 5% sào proveniente do imposto sindical e os 95% restantes são contribuições do SESI/SENAI e dos sindicatos filiados. Dos 121 sindicatos filiados à FIESP, cerca de 10 já abrem mão voluntariamente do imposto sindical. Além de buscar eliminar o imposto sindical como fonte financiadora da FIESP e dos sindicatos patronais, Moreira Ferreira disse que vai lutar para ampliar o número de associados do CIESP. De cerca de 110 mil indústrias que tem o Estado de São Paulo, apenas 8.764 são filiados ao CIESP. "Vamos associar mais empresários e dar mais autonomia às universidades do interior, inclusive para elegerem diretamente sua coordenação regional", afirmou (GM).