COLLOR COGITA FAZER PACOTE

O governo estuda um conjunto de medidas-- na área política e no plano da economia-- para pressionar deputados a votar contra o Impeachment" e promover mudanças radicais na política econômica do ministro Marcílio Marques Moreira, numa tentativa de reduzir o desgaste do presidente Fernando Collor junto à população. Na área política, segundo parlamentares de oposição, a estratégia é ameaçar tornar públicas as contribuições feitas por fantasmas para as campanhas de muitos deputados e usar mecanismos oficiais de crédito para comprar votos no Congresso Nacional.

EXÉRCITO NEGA PRESSÃO PARA PROIBIR PRETO

O Comando Militar do Planalto divulgou nota ontem afirmando que não recebeu solicitação do chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, general Agenor Homem de Carvalho, "no sentido de proibir que a população ou grupo de pessoas vestisse preto para assistir ao desfile cívico-militar do dia 7 de setembro". A nota também diz que o Exército espera que os "brasileiros estejam unidos em um grande abraço de parabéns à pátria (FSP).

PRIVATIZAÇÃO REDUZ DÍVIDA

O programa brasileiro de privatização já conseguiu reduzir em US$5 bilhões o endividamento do governo. Desse total, cerca de US$3,5 bilhões foram arrecadados diretamente com a venda de 15 estatais, e outros US$1,5 bilhão correspondem a dívidas que essas empresas tinham e que foram transferidas para o setor privado. As informações são do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Eduardo Modiano (O Globo).

NAFTA AINDA NÃO ESTÁ CONCLUÍDO

O anúncio feito há três semanas pelo presidente George Bush de que já havia concluído o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) foi prematuro, disseram ontem fontes parlamentares e trabalhadores, porque ainda não houve acordo em alguns setores. Mas o porta-voz da representante comercial dos Estados Unidos, Carla Hills, considerou a informação totalmente equivocada e indicou que qualquer mudança no texto, que continua reservado, faz parte de todo o processo legal de revisão.

CRISE NÃO VAI AFETAR MERCOSUL

A crise política brasileira, qualquer que seja seu desfecho, não deve prejudicar o andamento do cronograma da integração dos quatro países do MERCOSUL (Mercado Comum do Cone Sul). Esta é a opinião do presidente da Câmara Uruguaia de Comércio, Joaquim Domingues Novo. Para ele, a crise não tem afetado o intercâmbio comercial com o Uruguai nem com a Argentina e o Paraguai. "O setor que menos está sofrendo os efeitos da crise é o das exportações, e os negócios continuam no mesmo ritmo de antes", disse Joaquim Novo.

INTEGRANTES DO MERCOSUL TENTAM FIXAR NORMAS COMUNS

A fixação de normas uniformes e conjuntos para a fiscalização sanitária é o objetivo da Reunião do Comitê Regional de Sanidade Animal nos próximos dias 10 e 11 em Montevidéo, com a participação dos países do MERCOSUL (Mercado Comum do Cone Sul)-- Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai-- e o Chile. Serão discutidos neste encontro incidentes com a importação e exportação de animais que vêm dificultando os negócios entre os países.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$5.350,40 e Cr$5.350,50. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$5.950,00 para compra e Cr$6.020,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro, de Cr$5.930,00 e Cr$6.050,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$5.680,00 para compra e Cr$5.900,00 para venda em São Paulo e a Cr$5.660,00 e Cr$5.870,00 no Rio de Janeiro (GM).

MUDANÇA NO CRONOGRAMA AFETARIA A CREDIBILIDADE DO ACORDO

Preocupados com as idéias que o vice-presidente Itamar Franco teria confidenciado a amigos, sobre a necessidade de diminuir o ritmo da redução tarifária entre os países do MERCOSUL, diplomatas do Itamaraty prepararam um texto com esclarecimentos acerca do Tratado de Assunção, firmado em março de 1991 por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

NAFTA DEVE AUMENTAR A COMPETITIVIDADE DE PRODUTOS MEXICANOS

O esperado maior fluxo de investimentos estrangeiros canalizados para o México, em razão de sua abertura econômica e da adesão ao NAFTA, aumentará a competitividade dos produtos manufaturados mexicanos, sobretudo automóveis, eletrônicos e autopeças.

GOVERNO ESCOLHE NOVO LÍDER NO SENADO

O Palácio do Planalto anunciou oficialmente ontem o nome do senador Odacir Soares (PFL-RO) para ocupar a função do líder do governo no Senado Federal, em substituição ao senador Marco Maciel (PFL-PE). Um dos maiores defensores do governo na CPI do caso PC Farias, Soares é da opinião de que a Lei 1.079-- mais conhecida como "lei do impeachment"-- está revogada e que o presidente da Câmara, deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), "optou por uma decisão política" ao considerá-la ainda em vigor (GM).

Páginas

Subscrever CRDOC RSS