CRISE NÃO VAI AFETAR MERCOSUL

A crise política brasileira, qualquer que seja seu desfecho, não deve prejudicar o andamento do cronograma da integração dos quatro países do MERCOSUL (Mercado Comum do Cone Sul). Esta é a opinião do presidente da Câmara Uruguaia de Comércio, Joaquim Domingues Novo. Para ele, a crise não tem afetado o intercâmbio comercial com o Uruguai nem com a Argentina e o Paraguai. "O setor que menos está sofrendo os efeitos da crise é o das exportações, e os negócios continuam no mesmo ritmo de antes", disse Joaquim Novo. Para o economista Michel Alaby, da Associação das Empresas Brasileiras para a Integração no MERCOSUL (ADEBIM), a crise também não deve afetar em nada a integração, pois o Tratado de Assunção, assinado em março do ano passado pelos presidentes dos quatro países, que delineia os rumos do MERCOSUL, independe de pessoas. Sobre a possibilidade de o vice-presidente Itamar Franco assumir a Presidência da República, Alaby não acredita que isso venha atrasar o processo de consolidação do Mercado Comum do Cone Sul. Mas assumindo Itamar, observou, se os setores monopolizados e oligopolizados o pressionarem, pode haver uma mudança no cronograma de redução de alíquotas de importação, e isso pode repercutir negativamente na comunidade internacional (JC).