HOSPITAL INICIA CAMPANHA CONTRA AIDS

O Hospital dos Servidores do Estado do Maranhão iniciou a segunda campanha contra a AIDS de 1992 em São Luís. O hospital colocou à disposição de hotéis, motéis, escolas de samba e casas de "reggae" folhetos educativos para serem distribuídos nas festas de fim de ano (FSP).

AGRICULTORES ASSASSINADOS EM RONDÔNIA

Dois agricultores foram encontrados mortos na semana passada em Rondônia. O corpo de João Pereira da Silva, com marcas de tiros e facadas, estava na zona rural de Jarú. O agricultor conhecido como "Paraíba" foi encontrado degolado na BR-364 (FSP).

O CÍRCULO MONÁRQUICO DE MANAUS

Os monarquistas do Amazonas fundaram o Círculo Monárquico de Manaus. O grupo é formado por empresários, advogados e profissionais liberais. O Círculo fará campanha para que a monarquia seja restabelecida no Brasil, no plebiscito do próximo ano (FSP).

ZFM TEM O PIOR ANO DESDE SUA INTALAÇÃO

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (AM) divulgou ontem que o faturamento global das indústrias da Zona Franca, de US$4,7 bilhões neste ano, foi o menor desde sua instalação, há 25 anos. Em 90, a ZFM vendeu US$9,4 bilhões e, em 91, US$6 bilhões. No ano passado funcionavam 2.831 empresas. Este ano, 1.693 empresas estão operando. Desempregados da ZFM estão voltando para o interior de forma desordenada podendo aumentar conflitos no campo e em pequenas cidades do Amazonas. A informação consta de pesquisa coordenada por Sandra Noda, da Universidade do Amazonas (FSP).

SAÍDA DE COLLOR TEM APOIO DE 87%

Se Fernando Collor de Mello for afastado definitivamente amanhã da Presidência da República, a decisão terá o apoio de 87% da população. Pesquisa feita pelo Instituto Gallup em 206 municípios de 24 estados mostra que apenas 8% gostariam de ver o presidente de volta ao cargo. Cinco por cento não opinaram. O empresário Paulo César Farias, o PC, viajou no último dia 18 com a família para a Espanha. Ele deixou Maceió (AL) com "ordem judicial", segundo seu irmão Augusto Farias. Vai passar o fim de ano na Europa e EUA.

BISPO DIZ QUE POBRES PODEM DEIXAR DE PAGAR IMPOSTOS

O ex-secretário-geral do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), o bispo Oscar Rodrigues, disse ontem em Tegucigalpa (Honduras), que "o pobre que não tem dinheiro para pagar impostos não é pecador". A interpretação está relacionada ao novo catecismo universal, que considera pecado não recolher impostos. O bispo disse que "o novo catecismo está sendo mal interpretado em alguns pontos pinçados do seu contexto, convertendo-se em especulações equivocadas".

ESTADO GASTA 10 VEZES MAIS COM SAÚDE DO QUE O MUNÍCIPIO

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro paga até 10 vezes mais que a municipal pelo mesmo remédio ou material hospitalar. O envelope de fio de sutura, comprado em maio último por Cr$2.645,00 pelo município, custou ao estado Cr$20.725,83, 20 dias depois (O Globo).

A MISÉRIA BRASILEIRA

O Brasil deixou de ser a "Belíndia", expressão criada pelo economista Edmar Bacha para designar as desigualdades sociais do país. Quando havia crescimento econômico, a porção Bélgica sustentava o lado Índia. Mas, com o aumento da concentração de renda nos anos 80 e a recessão nos 90, o país se tornou campeão do mundo em disparidades. Hoje, há 45 milhões de brasileiros-- ou 11 milhões de famílias--abaixo da linha de pobreza. Ou seja, um terço da população tenta sobreviver com renda de até 1/4 do salário-mínimo.

GOVERNO ITAMAR DEFINE METAS PARA O CRESCIMENTO

O presidente Itamar Franco aprovou na reunião dos dois últimos dias a volta do crescimento por setores da economia, com investimentos em áreas que geram mais empregos, como construção de casas populares e recuperação de estradas. Itamar concordou ainda em negociar incentivos para alguns setores industriais, desde que eles se comprometam a fazer novos investimentos, aumentar a oferta de empregos e produzir bens mais populares, entre eles confecções, calçados e até automóveis.

JURISTAS DESMENTEM "OPERAÇÃO URUGUAI"

Quatro especialistas uruguaios, professores universitários de Direito Penal, Direito Penal Econômico e Economia, examinaram em Montevidéu para o "JB" uma cópia do contrato da chamada "Operação Uruguai" e concluíram que esta é uma farsa montada para simular um empréstimo de US$5 milhões e uma remessa de US$3,75 milhões para o Brasil, com o que se encobririam os depósitos feitos por "fantasmas" de Paulo César Farias, o PC, na conta do presidente afastado Fernando Collor de Mello.

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