Quatro especialistas uruguaios, professores universitários de Direito Penal, Direito Penal Econômico e Economia, examinaram em Montevidéu para o "JB" uma cópia do contrato da chamada "Operação Uruguai" e concluíram que esta é uma farsa montada para simular um empréstimo de US$5 milhões e uma remessa de US$3,75 milhões para o Brasil, com o que se encobririam os depósitos feitos por "fantasmas" de Paulo César Farias, o PC, na conta do presidente afastado Fernando Collor de Mello. Para o professor Raúl Cervini, as cláusulas do contrato são tão contraditórias entre si que, juridicamente, "se anulam umas às outras e tornam impossível ter havido um empréstimo". O penalista Gustavo Puig assegura que o documento não tem valor legal no Uruguai. Todos consideram irrelevante o contrato haver sido assinado em 1989 ou forjado em 1992 (JB).