Enviado por admin em seg, 21/12/1992 - 00:00
O ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP) lançou ontem um apelo a todos os políticos e partidos do país para que sustentem o governo Itamar Franco. Segundo ele, "ninguém deve se iludir e achar que uma nova crise decorrente da falta de governabilidade será superada com a tranquilidade democrática que marcou o Impeachment" de Collor". Na opinião do ex- presidente, "agora, só temos uma alternativa na linha da sucessão, o vice-presidente investido na função de presidente da República.
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A dívida do governo federal com investidores do mercado financeiro cresceu 227,42% entre janeiro e outubro deste ano, atingindo US$37,85 bilhões, ou seja, Cr$427 trilhões. Considerando os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional que estão na carteira do Banco Central, a dívida soma US$123,75 bilhões (Cr$1,4 quatrilhão), o que representa 70% de todo o orçamento da União para 1993.
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Sem trabalho e moradia fixa, a população que hoje vive nas ruas das grandes cidades é o retrato mais cruel da miséria, agravada pela recessão econômica e pelo desemprego. Para saber quem é exatamente este povo, a secretaria municipal do Bem-Estar Social de São Paulo realizou durante um ano uma pesquisa inédita. Publicada agora em livro-- População de rua--, pela editora Huciteh, o trabalho traz várias surpresas. Entre elas, a de que o número de moradores de rua-- 3.392 pessoas no Centro de São Paulo-- não é tão grande quanto se imaginava.
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O programa de governo definido na reunião ministerial prevê que em 93 o Brasil atingirá US$50 bilhões de exportações, movidas por um aumento nos financiamentos aos exportadores, desregulamentação e redução de impostos. O anúncio da meta foi feito pelo ministro do Planejamento e Fazenda, Paulo Haddad, coordenador do programa de retomada do desenvolvimento econômico. O principal instrumento a ser utilizado pelo governo serão as câmaras setoriais, que iniciarão os trabalhos com a indústria automobilística e com a agroindústria, dois dos principais exportadores brasileiros (JB).
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O presidente do processo de Impeachment" e do STF, ministro Sydney Sanches, rejeita a tese de que haja "execução sumária" do presidente afastado Fernando Collor de Mello. Os ataques partem de Collor e dos seus advogados, que recorreram até a juristas estrangeiros para criar fatos políticos. "A defesa cumpre o seu papel", afirma Sanches. Ele diz que o processo obedece à Constituição e às leis em vigor. Sanches diz que se sente desconfortável por presidir um processo contra um presidente eleito por 35 milhões de votos.
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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Alencar (PDT), admitiu ontem que pretende ser candidato ao governo do estado em 1994. Alencar afirmou que só a impossibilidade de obter uma legenda o impediria de concorrer à sucessão de Leonel Brizola (PDT) (FSP).
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O ministro das Minas e Energia, Paulino Cícero, disse ontem que a partir da votação do Impeachment" de Collor, Itamar Franco poderá fazer uma administração "consistente". A reunião ministerial permitiu a "exibição de todos os grandes desafios e fatos relevantes de toda a situação do país". Para ele, mudanças na sua área podem garantir a implementação do eventual programa de desenvolvimento econômico. O gigantismo do Estado e a falta de recursos para investimentos públicos deram o tom das exposições dos ministros durante a reunião.
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O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) fará auditoria para apurar se houve irregularidades nas despesas com o show de inauguração do Parlamento Latino-Americano (Parlatino), no último dia 12. Foram gastos Cr$9,8 bilhões (US$903 mil). O cachê dos artistas, segundo a Secretaria da Cultura, foi de apenas Cr$1,8 bilhão. Os gastos foram considerados elevados em comparação a eventos semelhantes (FSP).
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O presidente Itamar Franco vai modificar as regras para privatização. A principal novidade é a exigência de pagamento em dinheiro na compra das estatais eficientes e rentáveis. Não serão mais aceitas "moedas podres"- =- títulos públicos com baixo valor no mercado. os títulos serão usados apenas nas estatais não-rentáveis e nas consideradas estratégicas. A exigência de dinheiro vivo inviabilizaria a venda das deficitárias. Nas estratégicas, o uso de "moedas podres" beneficiará grupos nacionais. O governo quer dificultar a ação de empresas estrangeiras (FSP).
Enviado por admin em seg, 21/12/1992 - 00:00
Cinco rapazes, com idade entre 14 e 21 anos, foram assassinados na madrugada de ontem na favela Mandala, no Engenho Novo, zona norte do Rio de Janeiro (capital). Outros dois, também baleados, conseguiram sobreviver à chacina. Moradores da favela acusam policiais militares pela ação (FSP).
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