INPC DE OUTUBRO FICOU EM 34,12%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC, para a faixa de um a oito salários-mínimos), fechou outubro em 34,12%, 1,51% baixo do do resultado de setembro. Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, para famílias com renda até 40 mínimos encerrou o mês em 33,92%, com recuo de 1,77%. Os números foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) (FSP).

CONGRESSO APROVA NORMAS DA REVISÃO

O Congresso retomou ontem os trabalhos da revisão constitucional, interrompidos com o escândalo do Orçamento, ao aprovar o regimento da reforma por 307 votos a favor, 4 contra e duas abstenções. O atual relator do regimento interno é o deputado José Luiz Clerot (PMDB-PB). Os partidos contrários à revisão-- PT, PDT, PSB, PC do B e PSTU-- contestaram a autoridade do senador Humberto Lucena (PMDB-PB) para presidir os trabalhos (O ESP).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre CR$196,692 e CR$196,695. No paralelo o dólar teve o preço de CR$189,00 para compra e CR$191,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro, de CR$187,00 e CR$192,00. O dólar-turismo foi negociado a CR$187,00 para compra e CR$192,00 para venda em São Paulo e a CR$182,00 e CR$190,80 no Rio (GM).

MAXION ABRE PORTA NO MERCOSUL

Uma parceria entre a Iochpe-Maxion e a prefeitura de Santa Rosa (RS), na fronteira com a Argentina, viabilizou no município um pólo metalmecânico constituído por oito fornecedores de 3 mil dos 50 mil itens utilizados na fabricação de colheitadeiras. A expectativa inicial era gerar cerca de trezentos empregos diretos em dois anos, o que aconteceu em pouco mais de três meses.

ARGENTINA QUER PRAZO MAIOR PARA MERCOSUL

A União Industrial Argentina (UIA), preocupada com um aluvião de importações feitas do Brasil, pedirá ao governo argentino que renegocie os prazos para a entrada em funcionamento do Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL), informou ontem o presidente da entidade, Jorge Blanco Villegas (JC).

IBSEN RECEBIA DEPÓSITOS PERIÓDICOS

Os extratos bancários do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) revelam, segundo integrantes da CPI do Orçamento, que o parlamentar, além dos três cheques emitidos pelo deputado Genebaldo Correia, atual líder do PMDB na Câmara, no valor de US$51 mil, recebia depósitos periódicos, entre US$8 mil e US$14 mil. Os depósitos começaram a ser feitos um mês depois de o governo federal ter enviado ao Congresso, em maio de 1989, um projeto de suplementação orçamentária. O dinheiro entrou com regularidade na conta do deputado até 1990.

CONSTRUÇÃO CIVIL DEMITIU 110 MIL PESSOAS

Nos últimos quatro meses, o setor da construção civil demitiu 54.543 trabalhadores no Estado de São Paulo. O acumulado em 12 meses chega a 110.362 demitidos, uma redução de 13,93% no nível de emprego. Em outubro, foram cortados 12.361 postos de trabalho, com queda de 1,78% em relação a setembro. Esses dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil em São Paulo (SINDUSCON-SP) (O ESP).

ALVES DEU 22 CHEQUES ACIMA DE US$500 MIL

A CPI do Orçamento apurou que o deputado João Alves (PPR-BA) emitiu 22 cheques de valor superior a US$500 mil desde 89. A movimentação das contas era mais intensa no perído de apresentação de emendas do Orçamento. A CPI também encontrou movimentação de US$713 mil na conta de Maria Vidal da Silva, empregada de Alves. Membro da CPI, o deputado Pedro Pavão (PPR-SP) defendeu em 91 projeto de interesse de uma construtora (FSP).

ITAMAR REGULAMENTA LEI CONTRA CORRUPTOS

Três semanas após a instalação da CPI que apura irregularidades no Orçamento, o presidente Itamar Franco decidiu regulamentar a Lei 8.429, de junho de 1992, que trata das sanções nos casos de enriquecimento ilícito de funcionários do Executivo, Legislativo e Judiciário. Sancionada pelo ex-presidente Fernando Collor, a lei está em vigor e é auto-aplicável mas não estava sendo cumprida, como reconheceu o próprio governo (JB).

BRASIL REDUZ SUPERÁVIT COM A ARGENTINA

O Brasil reduziu para US$675 milhões o saldo de sua balança comercial com a Argentina nos primeiros nove meses deste ano (últimos dados disponíveis), mantendo, dessa forma, o compromisso negociado entre os dois governos de buscar maior equilíbrio de comércio entre os dois principais parceiros do MERCOSUL. No período Janeiro/Setembro do ano passado, o superávit comercial em favor do Brasil atingia o recorde de US$1,47 bilhão, provocando descontentamento em vários segmentos empresariais argentinos (GM).

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