TERMINA A GREVE DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE

A greve dos profissionais da Saúde terminou, no seu 51o. dia do movimento. Mas eles voltaram ao trabalho advertindo que, se as negociações com o governo Brizola não forem satisfatórias, tornam a parar (JB).

COMISSÃO PARA ESTUDAR REIVINDICAÇÕES DE SERVIDORES

O ministro da Previdência Social, Waldir Pires, baixou portaria criando uma comissão para estudar as reivindicações salariais dos 230 mil servidores previdenciários, que ameaçam deflagrar greve geral em todo o país, a partir de amanhã. A comissão terá a participação de um representante dos funcionários do sistema nacional de previdência social. Segundo Waldir Pires, a greve de 24 horas marcada para ontem fracassou em todo o país. Ele disse que apenas os servidores do posto do INPS de Osasco, em São Paulo, interromperam suas atividades (JB).

PROJETO LIMITA REAJUSTE DOS IMÓVEIS

O presidente José Sarney recebeu o projeto de lei do senador Itamar Franco (PMDB-MG) que limita os reajustes dos imóveis residenciais em 80% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) até julho de 1986. O projeto foi aprovado ontem pela Câmara através dos votos dos líderes e o presidente tem prazo de até 15 dias úteis, a contar da data do recebimento para sancioná-lo (JB).

FIESP DIZ QUE AS GREVES "NÃO PODEM SER POLÍTICAS"

As greves não podem ser políticas, mas apenas reivindicativas e devem
68141 continuar sendo proibidas em atividades essenciais, como hospitais,
68141 serviços públicos em geral e transportes de cargas perigosas ou
68141 perecíveis. As negociações entre patrões e empregados devem ser livres,
68141 com o Poder Executivo atuando apenas como mediador e o Poder Judiciário
68141 exercendo um papel de árbitro, dentro de um contexto legal que fixe

FIESP DIZ QUE ANTEPROJETO DE LEI DE GREVE É INÓCUO

Estudo elaborado pela FIESP, e divulgado, ontem, pelo presidente da entidade, Luiz Eulálio de Bueno Vidigal Filho, concluiu que "o anteprojeto da lei de greve do Ministério do Trabalho é inócuo por ser totalmente inconstitucional". A FIESP afirma que a troca das expressões legalidade/ilegalidade da greve por procedente/improcedente é tecnicamente incorreta. "Não é a greve que é procedente ou improcedente, mas as reivindicações".

SARNEY AUTORIZA SUPLEMENTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA

O presidente José Sarney autorizou uma suplementação orçamentária de Cr$300 bilhões para as universidades federais. Foram liberados também Cr$14,3 bilhões para as Secretarias de Educação da Região Norte, para aplicação no projeto Educação para Todos (O Globo).

TRABALHO ESCRAVO EM RONDÔNIA

Segundo o Jornal do Brasil, dois lavradores que conseguiram fugir quando eram transportados para uma fazenda em Rondônia, na fronteira com a Bolívia, denunciaram à Polícia Federal, em Belo Horizonte (MG), o fazendeiro Sebastião Terboi, de Ji-Paraná, que os levou-- um grupo de 100-- da cidade de Governador Valadares (MG), para sua fazenda, onde os mantinha em regime de escravidão.

EXPORTAÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO DE CARAJÁS

A partir de janeiro do próximo ano, 1,25 milhão de toneladas de minérios de ferro da serra de Carajás, no Pará, começarão a ser embarcados em média, por mês, no porto de Ponta da Madeira, na baía de São Marcos, no Maranhão. O terminal portuário da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), que receberá toda a produção de Carajás, está com 80% das obras concluídas e terá a capacidade de receber navios de até 280 mil toneladas.

SARNEY VAI SUSPENDER OBRAS DE ANGRA III

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o presidente José Sarney vai determinar a suspensão nas obras da usina nuclear de Angra III, que atualmente está em fase de escavações. Conforme o jornal, a medida será adotada pelo presidente tendo em vista a política que vem sendo adotada de não iniciar nenhuma obra nova para a qual não haja recursos disponíveis. Na definição do orçamento da NUCLEBRÁS para este ano, o governo só destinará recursos para a conclusão da usina nuclear de Angra I e continuação das obras de Angra II (FSP).

ACORDO NUCLEAR É VISTO COMO "UM ABSOLUTO FRACASSO"

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o Acordo Nuclear Brasil/Alemanha, é visto como "um absoluto fracasso" pela comunidade científica nacional. Conforme o jornal, para a indústria de base, um dos legados desse acordo diz respeito à dívida acumulada pelo governo brasileiro junto aos fabricantes de equipamentos.

Páginas

Subscrever CRDOC RSS