Segundo o jornal Folha de São Paulo, o Acordo Nuclear Brasil/Alemanha, é visto como "um absoluto fracasso" pela comunidade científica nacional. Conforme o jornal, para a indústria de base, um dos legados desse acordo diz respeito à dívida acumulada pelo governo brasileiro junto aos fabricantes de equipamentos. Acrescenta-se a isso a ociosidade na produção das indústrias de base e de bens de capital, decorrente da decisão do próprio governo de também entrar, através da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A (Nuclep), na fabricação de equipamentos destinados às usinas nucleares programadas. "Resultado: em dez anos foram gastos US$4 bilhões e apenas um reator (Angra 2) está em construção, de um total de 8 unidades previstas até 1990". De acordo com a Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Indústria de Base (ABDIB), o saldo devedor concentrado junto à Bardella, Confab e Cobrasma atingia, em maio último, cerca de Cr$50 bilhões, o equivalente a US$8,7 milhões. "São empresas que em setembro de 1976 assinaram o Protocolo de Garantia de Mercado, firmado também pela Kraftwerk Union A.G. (KWU), Nuclebrás e Furnas. O documento garantia uma participação da indústria nacional de 30% nas encomendas destinadas a Angra 2 até atingir 80% na última unidade" (FSP).