FIESP CONSIDERA TÍMIDO OS CORTES NAS ESTATAIS

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Luís Eulálio de Bueno Vidigal, considerou tímidos os cortes de Cr$28,6 trilhões no orçamento das estatais, fixado pelo governo. Os fabricantes de bens de capital e empresas de construção pesada, grandes fornecedores das estatais, reclamaram dos cortes e estimam uma queda de faturamento entre 25% e 30% (JB).

RECURSOS PARA A EDUCAÇÃO

O ministro da Educação, Marco Maciel, liberou recursos da ordem de Cr$24,2 bilhões para as Secretarias de Educação dos Estados do sul e do sudeste. Desse total, Cr$12,5 bilhões já foram entregues aos secretários de Educação, enquanto os restantes Cr$11,3 bilhões serão liberados através de contratos assinados. Coube ao Rio de Janeiro a fatia de Cr$1,4 bilhão (O Globo).

IBGE INFORMA O INPC

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor dos últimos seis meses até junho, que reajustará os salários em agosto, ficou em 76,35%. O INPC mensal de junho foi de 7,82%. Quanto ao INPC anual ou dos últimos 12 meses até junho ficou em 221,77%. O reajuste máximo permitido por lei, em agosto, para os aluguéis com contrato semestral será de 61,08% e o reajuste anual ficará em 170,21% (JB).

OS PRAZOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

O presidente José Sarney assinou ontem decreto que reduz em vinte dias (de 30 para 10) o prazo de recolhimento das contribuições à Previdência Social, medida que será implantada de forma gradual, a partir do próximo mês, até atingir os 20 dias em janeiro de 1986. A partir daí, o recolhimento será sempre realizado no 10o. dia útil do mês seguinte ao que se refere a contribuição (FSP).

ACHATAMENTO DAS TARIFAS DE ENERGIA ELÉTRICA CAUSARÁ PERDA

O achatamento das tarifas de energia elétrica causará uma perda no faturamento da empresas do setor, este ano, da ordem de US$1,5 bilhão, informou o diretor-geral do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE), Getúlio Lamartine de Paula Fonseca, segundo o qual somente a perda de receita com subsídio concedido a diversos segmentos industriais atinge a cifra de Cr$20 bilhões por dia, ou Cr$7,3 trilhões por ano (FSP).

AS VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA

O Conselho de Desenvolvimento Comercial (CDC) do Ministério da Indústria e Comércio informou que as vendas do comércio varejista, em termos nacionais, tiveram um crescimento real de 8,8% nos quatro primeiros meses de 1985, quando comparadas com igual período do ano passado (FSP).

OS NÚMEROS PARA A REFORMA AGRÁRIA

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário já tem em mãos todos os números estimativos para a aplicação da reforma agrária tão logo o Plano Nacional seja aprovado pelo presidente José Sarney, no dia 20 de setembro. De acordo com o levantamento feito pelo INCRA, há um total de 221.390.920 hectares de áreas aproveitáveis não utilizadas, passíveis de desapropriação.

A DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA

Segundo o Jornal do Brasil, o Brasil deve fechar este mês o acordo com o FMI, que já aceitou a proposta do governo de reduzir em Cr$56 trilhões o déficit público e de financiar os outros Cr$53 trilhões com a emissão de moeda e a colocação de títulos no mercado-- o total do déficit é de Cr$109 trilhões (JB).

OS SAQUES NA POUPANÇA

O Banco Nacional da Habitação (BNH) informou que os saques da poupança em junho atingiram Cr$2,5 trilhões. As sociedades de crédito imobiliário e poupança ligadas a conglomerados financeiros e as independentes foram as que mais perderam em junho-- Cr$1,6 trilhão-- seguindo-se a Caixa Econômica Federal, com perdas de Cr$566,9 bilhões (O Globo).

AS BOLSAS DE VALORES

As Bolsas de Valores começaram a se recuperar ontem "das acentuadas quedas dos dois pregões anteriores". O índice Bovespa, da Bolsa de São Paulo, fechou em alta de 0,5%. O IBV (índice de lucratividade da Bolsa do Rio), apesar de ter apresentado queda de 2% na média, subiu 0,5% no fechamento (O Globo).

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