SPASS TRADING FECHA CONTRATOS PARA EXPORTAR UNIFORMES E ARMAS

O diretor da Spass Trading, Frey Johnsson, informou que a São Paulo Alpargatas está fechando uma série de contratos de exportação de uniformes de exército e material bélico para países da América Latina e Oriente Médio. A "Trading-Company", pertencente ao grupo Alpargatas, está em negociações com os governos do Iraque, Irã, Peru e Arábia Saudita para a venda de todo o tipo de equipamento militar, desde que não seja armamento. A Spass Trading exportará este ano US$62 milhões contra US$57 milhões em 84 (O Globo).

BISPO DE ITABUNA FOI ESCOLHIDO PARA MEDIAR CONFLITO

O bispo de Itabuna (BA), dom Paulo Lopes, foi escolhido por posseiros e fazendeiros para mediar o conflito pela posse da terra no Município de Canavieiras, também na Bahia, "que vive um clima de tensão" após o tiroteio ocorrido no último dia 2 na localidade de Sarampo, quando morreram 4 posseiros e três pistoleiros. Uma comissão dos governos federal e estadual foi para Canavieiras tentar solucionar a disputa.

LATIFUNDIÁRIOS E GRILEIROS CRIAM FUNDO PARA COMPRAR ARMAS

Segundo o Jornal do Brasil, 300 grandes latifundiários e "grileiros" dos Municípios de Bacabal e Lago Pedra, no Maranhão, decidiram constituir um fundo para a compra de armas e "defender suas fazendas iminentes de invasão, por parte dos lavradores". Conforme o jornal, a denúncia foi feita pelo bispo da Diocese de Bacabal, dom Pascacio Rettler.

GOVERNO DO DF DETERMINA LIMPEZA NA POLÍCIA

O governador José Aparecido determinou uma "limpeza completa" na Polícia do Distrito Federal, começando pelo afastamento dos delegados Ary Sardella e Norberto Soares Neto, envolvidos no assassinato do jornalista Mário Eugênio (O Globo).

POLICIAL NEGA PARTICIPAÇÃO NO ASSASSINATO DE JORNALISTA

O agente policial Divino José de Mattos, o "Divino 45", apresentou-se à Polícia e negou qualquer participação no assassinato do jornalista Mário Eugênio. Segundo Divino, ele chegou a ser ameçado de morte pelo agente Iracildo José de Oliveira. Ele sugeriu que o mandante deve mesmo ser o coronel Lauro Rieth, e os executores "o pessoal do PIC e o Iracildo" (O Globo).

LEI QUE EXTINGUE A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL OBRIGATÓRIA

O Ministério do Trabalho já tem pronta minuta de anteprojeto de lei para extinguir a contribuição sindical obrigatória. Enquanto a Coordenação Nacional das Classes Trabalhadoras (CONCLAT), as confederações e a maioria das federações defendem a manutenção da contribuição sindical, para garantir a sobrevivência dos próprios sindicatos, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e os sindicatos e federações a ela filiados acham que a extinção do imposto é o primeiro passo a ser dado em busca da autonomia e liberdades sindicais.

ÍNDIOS DESOCUPAM DELEGACIA DA FUNAI

Segundo o jornal O Globo, "da mesma forma pacífica como chegaram no último dia 24, os 100 índios desocuparam ontem a Delegacia Regional da FUNAI depois que o sertanista Antônio Vicente tomou posse no cargo de delegado". Conforme o jornal, escolhido anteriormente, Vicente havia sido preterido pelo presidente da FUNAI, Gérson da Silva Alves. Os representantes de 17 tribos indígenas exigiram, no entanto, que ele assumisse (O Globo).

SUSSEX DEMITE 140 FUNCIONÁRIOS QUE PARTICIPARAM DA GREVE

A Sussex, Indústrias e Confecções de Sorocaba (SP), demitiu, por justa causa, 140 funcionários que haviam participado de greve na empresa, julgada ilegal pelo TRT. A demissão foi determinada pelo proprietário da indústria, Walter Leme dos Santos. Ao todo, a Sussex tinha 700 funcionários (O ESP).

FUNCIONÁRIOS DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS EM SP VOLTAM AO TRABALHO

Os 7400 funcionários do Hospital das Clínicas, em São Paulo, que se encontravam em greve desde o dia 18 último (o hospital possui 8500 funcionários, mas os 1100 do Instituto do Coração não aderiram ao movimento) decidiram voltar ao trabalho à zero hora de hoje. Eles resolveram suspender a greve, estabelecendo uma trégua de 30 dias para o governo, e manter a mobilização, com assembléias semanais por instituto (FSP).

PROFISSIONAIS DA SAÚDE RETORNAM A GREVE

Cerca de 600 profissionais da área de Saúde no Estado e no Município do Rio de Janeiro decidiram voltar à greve a partir da zero hora do próximo dia 8, em protesto contra a falta de resposta do governo às suas reivindicações.

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