O CASO ABI-ACKEL

O ex-ministro da Justiça, Ibraim Abi-Ackel distribuiu nota negando que tenha pedido à Secretaria de Segurança Pública de Goiás que sustasse as investigações sobre a EMBRAIME, de Antônio Carlos Calvares, acusado de contrabando de pedras preciosas para os EUA. A empresa era suspeita de atividades ilegais. Segundo Abi-Ackel, o Ministério da Justiça apenas retransmitiu às autoridades goianas, num telex, queixas da EMBRAIME-- que acusara policiais de "saquear" suas pedras-- a fim de que a denúncia fosse esclarecida ou providências tomadas (FSP).

DIRIGENTES DE ESTALEIROS SERÃO INDICIADOS

Os dirigentes de sete estaleiros (Ishikawajima; Compahia Comércio e Navegação; Emaq; Mac-Laren; Verolme; Caneco; e Estaleiro Só S/A), no Rio de Janeiro, que assinaram o protocolo denominado "Critérios e Normas para a Aplicação da Resolução 6043", junto com o ex-diretor financeiro da SUNAMAM, comandante Luiz Rodolfo de Castro, vão ser indiciados e possivelmente denunciados como co-autores do crime de peculato.

O CASO ABI-ACKEL

Segundo o jornal O Globo, o ex-ministro Ibraim Abi-Ackel, recebe Cr$5,379 milhões do Ministério da Educação sem ter comparecido ao trabalho desde que deixou o cargo de ministro. Abi-Ackel é lotado como técnico em assuntos educacionais na delegacia regional do MEC em Belo Horizonte (MG). Concursado, foi admitido no MEC dia 25 de agosto de 1956 como inspetor de ensino secundário. Conforme o jornal, ao deixar o ministério, ele pediu ao MEC dois meses de férias remuneradas, mas não reassumiu as funções, embora continuasse a receber normalmente (O Globo).

O CASO ABI-ACKEL

O processo de naturalização de Humberto Ortoloni, sócio de Lício Gelli na loja maçônica P-2, na Itália, foi instruído com documentos falsos (arquivados hoje no Departamento Federal de Justiça) por interferência do ex-ministro da Justiça Ibraim Abi-Ackel, com o objetivo de evitar a extradição do mafioso, pedida pelo governo italiano em 1983. Segundo o jornal O Globo, esta informação foi dada por fonte da Polícia Federal (O Globo).

O CASO ABI-ACKEL

O filho do ex-ministro da Justiça, Ibraim Abi-Ackel, Paulo Abi-Ackel, cobrava em média US$15 mil ao estrangeiro interessado em regularizar sua situação no Brasil. A informação, segundo o jornal O Globo, é de uma fonte da Polícia Federal, que pretende testemunhar futuramente no inquérito para apurar essas irregularidades (O Globo).

AS IRREGULARIDADES NO IAA

Segundo o Jornal do Brasil, o empresário Mário Pacheco disse que é legal a comissão de US$1,221 milhão paga pelo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) à sua empresa, a Mapa Caribe Co., com sede no Panamá, que intermediou uma venda de açúcar para a União Soviética. O coronel Confúcio Pamplona, conforme o jornal, também assegurou que a comissão é legal. Ambos citam a "Resolução do Instituto de número 1662/82, vigente até 1984, permitindo a concessão de comissões (até 2%) às firmas intermediárias nas negociações de açúcar no mercado mundial.

O CASO ABI-ACKEL

Sobequi Alcântara Rebelo, secretário-particular do ministro da Justiça, será afastado de seu cargo por ter retirado do arquivo confidencial do Ministério o processo que envolve pessoas da cidade mineira de Mariana, amigos do ex-ministro Abi-Ackel, em crime de sonegação fiscal. O secretário retirou os documentos no último dia 21 e somente os devolveu no dia seguinte a noite, quando o ministro da Justiça, Fernando Lyra já os havia requisitado e sido informado de seu desaparecimento (JB).

O CASO ABI-ACKEL

O ex-ministro da Justiça, Ibraim Abi-Ackel, foi denunciado por estelionato em processo que lhe moveu a viúva Maria do Carmo Nogueira em 1958, por sentir-se lesada numa compra de terras ao norte do Paraná. Segundo o Jornal do Brasil, a denúncia, que envolveu também o vendedor, Álvaro Batista, faz parte de inquérito policial arquivado atualmente no Foro de Apucarana. Ao final do processo, o ex-ministro e o vendedor foram absolvidos.

DETRAN DENUNCIA QUE CONFRES PÚBLICOS ESTÃO SENDO LESADOS

O diretor-geral do DETRAN do Rio de Janeiro, Walter Gaspar, denunciou que os cofres públicos estão sendo lesados em Cr$1,5 bilhão por mês com o desvio da arrecadação das taxas de serviços estaduais para a transferência de propriedade de veículos por despachantes. Segundo ele, as fraudes eram feitas da sequinte maneira: "os despachantes falsificavam a segunda via do DARJ, que é anexada ao processo de transferência, carimbando-a como se tivesse sido paga nas caixas do BANERJ (Banco do Estado do Rio de Janeiro).

OAB DENUNCIA CEMITÉRIOS CLANDESTINOS EM PORTO ALEGRE

O advogado Omar Ferri e Jair Krischke, ambos do Movimento de Justiça e Direitos Humanos da OAB, denunciaram a existência de cemitérios clandestinos em Porto Alegre, onde a Polícia enterrou presos mortos em sessões de tortura.

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