O ex-ministro da Justiça, Ibraim Abi-Ackel, foi denunciado por estelionato em processo que lhe moveu a viúva Maria do Carmo Nogueira em 1958, por sentir-se lesada numa compra de terras ao norte do Paraná. Segundo o Jornal do Brasil, a denúncia, que envolveu também o vendedor, Álvaro Batista, faz parte de inquérito policial arquivado atualmente no Foro de Apucarana. Ao final do processo, o ex-ministro e o vendedor foram absolvidos. Conforme a setença datada de 7 de dezembro de 1960 e assinada pelo então juiz de Direito de Apucarana (norte do Paraná), Jorge Andrihuetto, a viúva Maria do Carmo Nogueira, nomeou Abi-Ackel como seu advogado para fazer o inventário do seu marido e mais tarde lhe repassou uma procuração para tratar de uma compra de terras no norte do Paraná. A viúva era da cidade natal de Abi-Ackel, Munhuassu, em Minas Gerais. Hoje, de acordo com o JB, Maria do Carmo trabalha como "bóia-fria" em Mandaquari, a 60 km de Apucarana. O ex-ministro da Justiça teria apresentado à viúva uma outra área de terra que não a prometida, longe do local incialmente tratado, e sem condições de plantio. Então, a viúva processou Abi-Ackel e o vendedor das terras, Álvaro Batista (JB).