PREVIDÊNCIA QUER DESCENTRALIZAR ASSISTÊNCIA MÉDICA

O Ministério da Previdência e Assistência Social pretende descentralizar a administração dos serviços de assistência médica e hospitalar. A responsabilidade será transferida para as prefeituras, que vão atuar em conjunto com a população, através de conselhos comunitários, na gerência e fiscalização do sistema de atendimento à saúde. A primeira experiência será feita em Brasília (GM).

GOVERNO NÃO COLOCARÁ TÍTULOS NO MERCADO

Segundo as informações, o governo "está seguro de que até junho não colocará títulos da dívida pública no mercado". A disponibilidade financeira do Tesouro Nacional é de Cr$37,96 trilhões (o valor foi dado em cruzeiros). De acordo com a Secretaria do Tesouro o superávit fiscal em fevereiro foi de Cr$9,91 trilhões, que, somado ao resultado de janeiro, representa "um impacto monetário" de Cr$20,45 trilhões nos dois primeiros meses do ano.

GOVERNO NÃO VAI EVITAR FALÊNCIA DO EMAQ

O ministro dos Transportes, José Reinaldo Tavares, admitiu oficialmente que não tomará qualquer medida para evitar a falência do estaleiro Emaq, do Rio de Janeiro, que está com suas atividades paralisadas há três meses e sem pagar os salários de seus 3 mil empregados desde fevereiro. A União, através do BNDESPar (BNDES Participações S/A), subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) detém 27% do capital acionário do estaleiro (FSP).

VOTAÇÃO DO PLANO DE INFORMÁTICA É ADIADA

A votação do Plano Nacional de Informática (PLANIN), pelo Senado Federal, foi adiada, ontem, pela segunda vez consecutiva. Desta vez, ao contrário do que aconteceu na semana passada, o motivo do adiamento não foi a falta de quórum-- havia 36 senadores em plenário-- mas a apresentação de três emendas ao plano, de autoria do senador Roberto Campos (PDS-MT). Nova votação foi marcada para o próximo dia 8.

EMPREGADOS PROTESTAM CONTRA AUMENTO DE CARGA HORÁRIA

Cerca de 50 dos 80 funcionários da Fathom Equipamentos Industriais Ltda, de São Bernardo do Campo (SP), entraram em greve ontem, reagindo à proposta da empresa de aumentar a carga semanal de trabalho de 40 para 45 horas (O ESP).

PRESIDENTE DA USI APÓIA DECISÃO DE JUIZ

A União Sindical Independente (USI), por meio de seu presidente, Antônio Pereira Magaldi, enviou telegrama ao juiz de direito Luiz Gonzaga Parahyba de Campos Filho, titular da 2a. Vara Criminal de São José dos Campos (SP), congratulando-se com aquela autoridade por suas denúncias de existência de um movimento bem organizado de líderes sindicais para
1938 pressionar o Poder Judiciário e dar uma demonstração de força e poder de

SAYAD DEFENDE INVESTIMENTO NA INICIATIVA PRIVADA

O ministro do Planejamento, João Sayad, ao dar posse ontem ao novo titular da SEST (Secretaria Especial de Controle das Estatais), Antoninho Marmo Trevisan, defendeu a decisão do governo de paralisar o crescimento do setor produtivo do Estado e retomar o crescimento da iniciativa privada no Brasil (O ESP).

SINDICATOS RURAIS QUEREM QUE FAESP REPUDIE PRRA-SP

Os sindicatos rurais do interior de São Paulo solicitaram ao presidente da FAESP (Federação dos Agricultores do Estado de São Paulo), Fábio Meirelles, que demonstre, hoje, em reunião, com o ministro da Agricultura, Irís Resende, repulsa ao plano regional de reforma agrária, pedindo que o MIRAD o reestude. Segundo eles, o plano trará "efeitos danosos contra a pecuária paulista" (O ESP).

PERU PROÍBE MISSÃO DO FMI

O governo do Peru proibiu que o representante do FMI Waldemar de Moraes continue sua missão de acompanhamento da economia do país e pediu que desocupe, até o dia 14, o escritório que lhe foi cedido no prédio do Banco Central peruano. Para os banqueiros internacionais a atitude "é radical e representa um rompimento de fato com o FMI, impossibilitando as negociações com os bancos privados para o reescalonamento da dívida externa peruana de US$14 bilhões".

FUNARO VAI PROPOR RENEGOCIAÇÃO EM 15 ANOS

O ministro da Fazenda, Dilson Funaro, afirmou que o Brasil proporá aos 700 bancos credores internacionais a renegociação de sua dívida externa de US$100 bilhões com prazo de 15 anos. Segundo ele, a proposta, será discutida na próxima semana, paralelamente à reunião semestral do FMI (O Globo).

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