Segundo as informações, o governo "está seguro de que até junho não colocará títulos da dívida pública no mercado". A disponibilidade financeira do Tesouro Nacional é de Cr$37,96 trilhões (o valor foi dado em cruzeiros). De acordo com a Secretaria do Tesouro o superávit fiscal em fevereiro foi de Cr$9,91 trilhões, que, somado ao resultado de janeiro, representa "um impacto monetário" de Cr$20,45 trilhões nos dois primeiros meses do ano. O resultado de fevereiro foi afetado por dois fatos: uma forte antecipação de recolhimento de impostos em janeiro, que bateu no caixa de fevereiro, e, ainda, pelo feriado bancário do dia 28, "que postergou para março receitas e despesas da União". A receita bruta no mês de fevereiro foi de Cr$36,8 trilhões, sendo que Cr$5,06 trilhões corresponderam à restituição de impostos e incentivos fiscais. Com despesas de pessoal o Tesouro Nacional gastou Cr$8,24 trilhões, acumulando uma despesa de Cr$16,82 trilhões nos dois meses do ano. Dos Cr$31,7 trilhões da receita líquida, Cr$15,3 trilhões equivaleram à distribuição de despesas vinculadas-- transferências para Estados e Municípios-- e Cr$23,1 trilhões foram os recursos que supriram as despesas do Tesouro com pagamento de pessoal serviço da dívida interna de Cr$2,2 trilhões e, entre outros, Cr$4,47 trilhões corresponderam à cobertura dos programas sujeitos a tratamento financeiro específico (o PROFIE, que são as despesas que constavam no ano passado do orçamento monetário) (GM).