O governo do Peru proibiu que o representante do FMI Waldemar de Moraes continue sua missão de acompanhamento da economia do país e pediu que desocupe, até o dia 14, o escritório que lhe foi cedido no prédio do Banco Central peruano. Para os banqueiros internacionais a atitude "é radical e representa um rompimento de fato com o FMI, impossibilitando as negociações com os bancos privados para o reescalonamento da dívida externa peruana de US$14 bilhões". O governo Alan Garcia informou que pagará ao FMI e aos bancos US$10 milhões, nos próximos dias, em "sinal de boa vontade". Mas, segundo as informações, só em juros atrasados ao Fundo, o país deve US$70 milhões referentes ao primeiro trimestre e outros US$50 milhões vencerão até junho. Para seguir as determinações do FMI, o Peru teria que destinar, nos próximos cinco anos, 80% de suas exportações às amortizações de seus débitos com a instituição e com os bancos, o que corresponderia a US$12 bilhões (O Globo).