DENYS DIZ QUE PROJETO "CALHA NORTE" NÃO É SIGILOSO

O ministro-chefe do Gabinete Militar, general Rubens Bayma Denys, afirmou que as notícias sobre o "Projeto Calha Norte" "estão claras". Segundo ele, o projeto nada tem de sigiloso. Denys afirmou, ao responder às críticas do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), "que não é intenção do governo prejudicar as comunidades indígenas que vivem na região onde será implantado o projeto" (FSP).

PROJETO "CALHA NORTE" DEPENDE DE VERBAS

Segundo as informações, "um atraso na liberação pela SEPLAN dos recursos destinados à execução do plano de aumento da presença militar na fronteira norte do país-- que consta do chamado "Projeto Calha Norte", coordenado pelo Conselho de Segurança Nacional (CSN)-- e uma redução no montante desses recursos para este ano, retardou o cronograma de implantação do projeto. Apenas em 1o.

NUCLEBRÁS DEVE CZ$300 MILHÕES A EMPREITEIROS

A dívida da NUCLEBRÁS com empreiteiros e fornecedores é de Cz$300 milhões, em atrasos que variam de 60 até 120 dias. A informação foi dada pelo presidente da estatal, Licínio Seabra (O Globo).

GOVERNO PROJETA POUPANÇA COMPULSÓRIA

O governo estuda a possibilidade de criar uma poupança compulsória dos trabalhadores não assalariados, de alta renda, para financiar os investimentos nacionais. Caso a idéia seja aprovada, a poupança começará a ser feita já no próximo ano, no momento em que o contribuinte tiver sua declaração de rendimentos, do ano-base 86, sendo processada. O trabalhador assalariado não será penalizado com novas taxações, garantiram, ontem, técnicos do Ministério da Fazenda (O Globo).

MULHER GANHA MENOS QUE HOMEM

Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/85), realizada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (FIBGE), o homem ainda ganha 3,5 vezes mais do que as mulheres, apesar da participação feminina no mercado de trabalho ter crescido de 33% em 1981 para 37% em 1985. A pesquisa mostra que a população feminina a partir de 10 anos, considerada economicamente ativa, cresceu 5,6%, enquanto a população masculina cresceu 3%.

CMN PROPÕE FUNDO PARA CAPITAL ESTRANGEIRO

A proposta para a criação do Fundo de Investimentos para capital estrangeiro, que o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Luís Otávio Motta da Veiga, submeteu no último dia 30 aos membros do Conselho Monetário Nacional (CMN), prevê sua constituição como condomínio aberto, sem qualquer personalidade jurídica. O Fundo só poderá ser administrado, conforme a proposta, por bancos de investimentos e sociedades corretoras ou distribuidora de títulos e valores mobiliários, sediados no Brasil.

JUIZ DÁ A BRIZOLA 36 MINUTOS NA TV

O governador Leonel Brizola ganhou na 33a. Vara Criminal do Rio de Janeiro o direito de resposta às ofensas que recebeu dos candidatos à sucessão estadual, adversários do PDT, em debates realizados pela TV Globo (31 de agosto) e TV Manchete (9 de setembro). Na Globo, Brizola fala durante 36 minutos corridos, amanhã, com início às 22 horas (JB).

DÍVIDA DA SIDERBRÁS COM A CVRD SERÁ TRANSFERIDA

Até o final do ano os US$120 milhões que a SIDERBRÁS deve à CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) serão transferidos para um consórcio de bancos estrangeiros para o qual a Vale deve hoje cerca de US$110 milhões. O anúncio foi feito pelo superintendente de finanças da Vale, Wilson Nelio Brumer, ao informar que o total dos investimentos preliminares da estatal para 1987, que deverá ser de, aproxidamente, US$700 milhões (JB).

ESTATAIS TERÃO RECURSOS DO FND SÓ NO ANO QUE VEM

O ministro da Fazenda, Dílson Funaro, informou que os recursos do FND (Fundo Nacional de Desenvolvimento)-- provenientes dos depósitos compulsórios de carros, álcool e gasolina-- serão investidos em empresas estatais somente a partir do próximo ano. Eles ficarão depositados no Banco Central, com rendimento igual ao da caderneta de poupança (JB).

FUNARO GARANTE QUE PRESTAÇÕES DO BNH CONTINUARÃO CONGELADAS

O ministro da Fazenda, Dílson Funaro, afirmou que as prestações da casa própria vão continuar congeladas em 1987. Ele informou, no entanto, que o sistema habitacional poderá sofrer algumas modificações "para proporcionar mais moradias e cobrir o déficit nacional" (JB).

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