PROJETO "CALHA NORTE" DEPENDE DE VERBAS

Segundo as informações, "um atraso na liberação pela SEPLAN dos recursos destinados à execução do plano de aumento da presença militar na fronteira norte do país-- que consta do chamado "Projeto Calha Norte", coordenado pelo Conselho de Segurança Nacional (CSN)-- e uma redução no montante desses recursos para este ano, retardou o cronograma de implantação do projeto. Apenas em 1o. de agosto último é que o secretário-geral da SEPLAN, Henri Phillippe Reichustul, liberou, através da Portaria SG no.43, um total de Cz$86 milhões, quando a Marinha, Exército e Aeronáutica esperavam, só para 86, Cz$335.823.932,80. O Ministério da Aeronáutica recebeu Cz$29.309.000,00, cerca de 89% dos Cz$32.784.180,00 previstos no projeto. O Exército obteve apenas 36,3% dos Cz$156.130.083,00 que aguardava-- Cz$56.691.000,00". "A Marinha esperava receber Cz$14.909.668,00, mas a portaria de Reichustul sequer a menciona. Por causa disso, o Estado-Maior das Forças Armadas determinou, há dois meses, o cancelamento da concorrência que tinha aberto para a construção de um "pier" de 142,7 m vezes 12 m, para atracação de navios, junto à correnteza do rio Guamá-- obra que, pelo cronograma do "Projeto do Calha Norte", deveria ter sido iniciada a 1o. de maio último, sob a supervisão da diretoria de obras civis da Marinha, para ser encerrada no próximo dia 31 de dezembro". "A prioridade para a Marinha era, no entanto, conseguir os Cz$68,3 milhões que iriam permitir o começo da construção de um navio de guerra especialmente projetado para operar na calha norte dos rios Solimões e Amazonas" (FSP).