PRESIDENTE DA NIPPON PEDE SOLUÇÃO SOBRE AÇÕES DA USIMINAS

O presidente do Conselho Diretor da Nippon Steel Corporation, Eishiro Saito, solicitou ontem, em Tóquio (Japão), que ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, interceda pessoalmente para uma solução sobre a queda da participação da Nippon na USIMINAS. A participação da Nippon no capital da USIMINAS caiu de 26% para 4,5% após o governo não ter cumprido compromissos de restituição de créditos de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e ter adotado um cálculo de correção monetária da empresa que prejudicou a participação do sócio japonês.

MARINHA QUER NACIONALIZAR ARMANENTOS

O diretor de Armamento e Comunicação da Marinha, contra-almirante Mauro César Rodrigues Pereira, disse ontem, no Rio de Janeiro, que o Ministério tem projetos para nacionalizar a fabricação de armas de guerra como os mísseis, "mas se defronta com dificuldades para concretizá-los devido à falta de recursos" (FSP).

SÃO PAULO TEM LEI SOBRE O USO DO SOLO

A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou e o governador Orestes Quércia (PMDB) sancionou, a Lei 6.171/88, que disciplina o uso, conservação e preservação do solo agrícola. A nova lei considera solo agrícola a superfície de terra utilizada para a exploração agro-silvo-pastoril, definindo a conservação desse solo como a manutenção e melhoramento de sua capacidade produtiva.

FUNCIONÁRIOS DA DATAMEC RETORNAM AO TRABALHO

Cerca de 100 dos 470 funcionários da DATAMEC-- Sistemas e Processamento de Dados, em São Paulo, decidiram ontem, em assembléia-geral, encerrar a greve que durou 12 dias. Eles reivindicavam aumento de 110% e 15% de produtividade. A empresa fez uma proposta de 53,61% no mês passado, que não foi aceita pelos funcionários. Como a data-base da categoria é maio, os empregados da DATAMEC entraram com processo de dissídio na Justiça. O julgamento deverá ocorrer na próxima semana (FSP).

POLÍCIA REPRIME MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES EM GREVE NO RJ

A Polícia Militar reprimiu ontem com violência a manifestação iniciada com cerca de 200 professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro, em greve há 25 dias, realizada no bairro de Laranjeiras, a 200 metros do Palácio Guanabara, sede do governo estadual. Ao todo 34 professores saíram feridos. Nove deles foram atingidos por bombas de gás lacrimogêneo e golpes de cassetete. Após os incidentes, os professores decidiram, em assembléia-geral que contou com a participação de cerca de quatro mil pessoas, continuar em greve por tempo indeterminado.

FUNCIONÁRIOS DA ACESITA ENTRAM EM GREVE HOJE

Os 7,5 mil empregados da ACESITA (Aços Especiais Itabira) decidiram ontem, em assembléia-geral, entrar em greve por tempo indeterminado a partir das 17 horas de hoje. Eles reivindicam o pagamento da URP (Unidade de Referência de Preços) referente a abril e maio mais o "gatilho" salarial de junho de 1987, quando a inflação foi de 26% (FSP).

DÍVIDA FAZ GOVERNO DESCUMPRIR PROMESSA DE LIVRO SOBRE NEGRO

Por causa de uma dívida de Cz$2,710 milhões, o Ministério da Cultura deixará de editar, ainda este ano, quando se comemora o centenário da abolição da escravatura, o primeiro de uma série de oito livros narrando a história no negro no Brasil. A quantia se refere ao atraso do Ministério no pagamento de três meses a três professores universitários (Clóvis Moura, Joel Rufino e Décio Freitas), encarregados de escrever o primeiro volume.

EMPRESÁRIOS TENTAM APOIO MILITAR

Orientados pelo diretor da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Rui Altenfelder, uma comissão de empresários de vários setores da economia visitaram o gabinete do ministro da Aeronáutica, brigadeiro Octávio Moreira Lima, na tentativa de reunir apoio ao movimento coordenado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) visando suprimir, no segundo turno de votação, vários dispositivos da futura Constituição aprovados na primeira etapa de votações.

ABINEE CRITICA PROJETO PARA A CRIAÇÃO DE ZPES

O presidente em exercício da ABINEE (Associação Brasileira das Indústrias Eletro-Eletrônicas), Paulo Vellinho, afirmou ontem, em São Paulo, que o projeto das ZPEs (Zonas de Processamento de Exportações) "é um corpo estranho ao país, sem nenhuma relação com a indústria brasileira". Ele disse que por trás de projetos como este há "forças estranhas" que esperam tirar grandes vantagens na aprovação das ZPEs (FSP).

FIESP CONDENA CAMPANHA DE MULTINACIONAIS NA CONSTITUINTE

O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, divulgou ontem nota oficial condenando a informação de que algumas empresas multinacionais lançariam uma campanha para interferir na votação do segundo turno do Congresso Constituinte. "É uma mentira, um engodo, um golpe sujo", disse ele. Segundo o presidente da FIESP, a legislação norte-americana não permite que se gaste "um níquel" para interferir no trabalho do Congresso Constituinte.

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