INDÚSTRIA PAULISTA CRESCEU 3,5% EM JUNHO

A indústria paulista cresceu 3,5% em junho último, comparativamente ao mesmo período do ano passado, conforme o INA (Indicador de Nível de Atividade) divulgado ontem pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Foi o segundo mês consecutivo de crescimento e o maior índice desde agosto de 1988. De janeiro a junho, a atividade industrial teve queda de 2,9% na comparação com o primeiro semestre de 1988. O resultado de 12 meses foi negativo, com uma retração de 1,1% em relação aos 12 meses anteriores.

BB TEM EMPRÉSTIMOS ATRASADOS DE NCZ$4,7 BILHÕES

A inadimplência no Banco do Brasil (empréstimos com atrasos superiores a 90 dias) atingiu NCz$4,7 bilhões em 30 de junho último, montante considerado elevado pela diretoria. Esta inadimplência representa 11,25% do total da carteira de empréstimos do banco, quase o dobro da registrada no final do ano passado, quando era de 6%. Os créditos em liquidação também estão preocupando a diretoria da instituição. Eles atingiram NCz$600 milhões no final do primeiro semestre, um crescimento nominal de 515% em relação ao resultado do ano passado.

SARNEY DIZ QUE NÃO PENSA EM MUDAR POLÍTICA ECONÔMICA

O presidente José Sarney garantiu ontem ao presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Abram Szajman, que não pretende fazer nenhuma alteração do plano político e econômico do governo, mantendo a mesma estrutura até o final de sua administração em 15 de março de 1990. Sarney ressaltou, entretanto, que poderão ser feitas alterações no âmbito do acordo do programa de emergência aprovado por vários partidos políticos (Correio Braziliense).

BRIZOLA CRITICA AS MONTADORAS

O candidato do PDT à Presidência da República, Leonel Brizola, disse ontem em Teresina (PI) que vai, caso eleito, acabar com o que chamou de reserva de mercado da indústria automobilística brasileira. Ele garantiu que não permitirá "reservas cartoriais" que "só beneficiam" as montadoras que operam no país. Brizola condenou o programa de emergência elaborado pelo Congresso Nacional e acusou os parlamentares de articularem uma manobra parlamentarista contra as eleições diretas. Para Brizola, a privatização é "um falso dilema" (Correio Braziliense).

AMAZONINO E TASSO VÃO APOIAR COLLOR

O presidenciável Fernando Collor de Melo ganhou, ontem, a adesão do governador do Amazonas, Amazonino Mendes, que lhe prometeu o apoio de 60 prefeitos, dois terços da Assembléia Legislativa e toda a Câmara de Manaus. No Espírito Santo, o senador Gerson Camata "descolloriu" mas pode reconsiderar sua decisão. Na Bahia, o ex-prefeito de Salvador, Mário Kertsz, vai se filiar ao PDT de Leonel Brizola mas no segundo turno votará em Collor de Melo, caso o candidato pedetista não passe do primeiro turno.

FIESP SÓ ACEITA PACTO SEM NOVOS IMPOSTOS

A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) tem dados que atestam o acerto do governo para evitar a hiperinflação e o empresariado está disposto a apoiar a edição de um novo pacote, conforme propõe o Congresso, para evitar um desastre econômico, mas não apoiará a intenção de fazer nova tributação de impostos. Quem adverte é o presidente da FIESP, Mário Amato, ao adiantar que os empresários já estão pagando 5% reais de acréscimo de imposto desde a promulgação da nova Constituição e não podem aceitar novas medidas.

ESTALEIRO EMAQ E METALÚRGICOS FECHAM ACORDO

O Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro fechou um acordo com a nova diretoria do Estaleiro Emaq, que garante a liberação de três salários reajustados para os dois mil funcionários do estaleiro, que entraram com uma ação judicial, em novembro de 1986, cobrando dívidas trabalhistas, devido à falência do Emaq. O Sindicato está convocando os metalúrgicos que entraram na Justiça para uma assembléia-geral no próximo dia 12, quando será ratificado o acordo (O Dia).

O PROGRAMA DO PT PARA A DÍVIDA INTERNA

O candidato da Frente Brasil Popular (PT, PSB e PC do B) à Presidência da República, Luís Inácio da Silva, planeja renegociar a dívida interna.

OS RECURSOS DA ALEMANHA PARA A ECOLOGIA

A República Federal da Alemanha (RFA), um dos países que mais tem sido pressionado pelos movimentos ecológicos a desistir do acordo de cooperação nuclear com o Brasil, é hoje um dos principais supridores de recursos para os programas brasileiros de proteção ambiental.

AUMENTO REAL NAS RECEITAS DAS EMPRESAS ESTATAIS

Os sete principais grupos estatais, que representam mais de 90% de todo o setor produtivo federal, não registraram qualquer crescimento na produção de bens e serviços no ano passado, mas conseguiram um ganho de 1% na produtividade mediante a redução na quantidade utilizada de fatores como capital e trabalho.

Páginas

Subscrever CRDOC RSS