Enviado por admin em qua, 21/03/1990 - 00:00
A Brastemp, com duas fábricas em São Bernardo do Campo (SP), concede, a partir de hoje, licença remunerada de 35 dias a 4,5 mil funcionários da produção, que ficará totalmente paralisada. Continuarão trabalhando 2,5 mil trabalhadores administrativos. O superintendente da empresa, Paulo da Costa, disse que a licença remunerada foi um meio de mostrar apoio ao Plano Collor, e que espera aumento de liquidez nos próximos dias (O Globo).
Enviado por admin em qua, 21/03/1990 - 00:00
A ENGESA começou ontem a demitir 500 empregados de sua unidade de São José dos Campos (SP). A empresa diz que as demissões são consequência de adiamentos de contratos para a venda de armamentos e que o aperto de liquidez determinado pelo Plano Collor impediu a ENGESA de obter empréstimos para pagar seus funcionários. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, cerca de 1,2 mil trabalhadores serão demitidos pela empresa (O Globo).
Enviado por admin em qua, 21/03/1990 - 00:00
Várias corretoras e distribuidoras já começaram a demitir funcionários por conta da redução drástica do volume de negócios no mercado financeiro depois da decretação do Plano Collor. Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas Distribuidoras e Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários do Rio de Janeiro, sete instituições demitiram ontem operadores e profissionais de mesa. O Sindicato acredita que 50% dos oito mil profissionais da área no Rio de Janeiro serão demitidos (O Globo).
Enviado por admin em qua, 21/03/1990 - 00:00
A segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), no período de 21 de fevereiro a 10 de março, foi de 43,29%, comparado à média dos 30 dias que compuseram o IGP-M de fevereiro. No mês passado, a segunda prévia do IGP-M atingiu 51,92%. O IPA (Índice de Preços por Atacado), que representa 60% da composição do IGP-M, teve uma variação de 33,95% na segunda prévia de março. As informações foram divulgadas ontem pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) (O Globo).
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O presidente da BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro), Francisco Souza Dantas, vai sugerir ao presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, a realização dos leilões de remonetização (liberação de cruzeiros na economia) no pregão das Bolsas. Segundo ele, o BC poderia usar o espaço de negociações das Bolsas para dar transparência aos leilões de dinheiro, a exemplo do que aconteceu com os leilões de conversão da dívida externa, realizados em 1988 (O Globo).
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A PETROBRÁS vai sofrer profundas mudanças estruturais. O ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva, enviou ontem à direção da empresa o novo organograma da companhia. As seis diretorias atuais-- Exploração e Produção, Comercial, Industrial, Financeira, Transportes e de Engenharia-- serão extintas. Além disso, serão criadas cinco novas diretorias-- Exploração e Produção, Abastecimento, Serviços Básicos, Comércio e Finanças, e de Planejamento e Administração.
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O Brasil perdeu para a Argentina exportações de carne para o Irã no valor de US$60 milhões, com a decisão do governo Collor de extinguir a INTERBRÁS. O Irã, assim como o Iraque e outros fornecedores de petróleo para o Brasil só negociam compras de produtos entre governos. Agora, sem a INTERBRÁS, as exportações nacionais para esses países poderão ser prejudicadas, segundo analistas de mercado (O Globo).
Enviado por admin em qua, 21/03/1990 - 00:00
A CEF (Caixa Econômica Federal) determinou ontem, em telex enviado aos bancos, a suspensão de todas as operações de saque do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) por prazo indeterminado. A CEF alega que a suspensão visa adaptar o sistema ao Plano Collor (O Dia).
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Trabalhadores de empresas estatais, fundações e institutos incluídos na lista de privatização e extinção do governo Collor realizaram ontem, no centro do Rio de Janeiro, a primeira manifestação de protesto contra a medida. Cerca de três mil pessoas participaram de uma passeata gritando palavras de ordem como "nós não somos marajás; nós queremos é trabalhar".
Enviado por admin em qua, 21/03/1990 - 00:00
A primeira greve em decorrência do Plano Collor foi decretada ontem pelos empregados do Estaleiro Mauá e da CEC-- Equipamentos Marítimos, de Niterói (RJ), que ficarão parados por tempo indeterminado para protestar contra a falta de pagamento de salários. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Amaury Paciello, informou que os patrões alegam que o dinheiro do pagamento foi confiscado pelo plano econômico e que, por isso, os salários foram suspensos (O Dia).
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