FUNCIONALISMO DE SP TERÁ REAJUSTE DE 58,25%

A prefeita de São Paulo, Luiza Erundina (PT), anunciou ontem reajuste salarial de 58,25% para os servidores municipais neste mês. O índice é resultado da aplicação da lei aprovada em 1985 que destina entre 47% e 58% da receita da prefeitura para o pagamento dos funcionários (FSP).

GREVE PARALISA O PORTO DE SANTOS

O porto de Santos (SP), o maior da América Latina, está parado. Os portuários deflagraram greve a partir das sete horas de ontem, por tempo indeterminado. Eles reivindicam 158,11% de reposição das perdas salariais do período de junho de 90 a janeiro de 91. A CODESP (Companhia Docas do Estado de São Paulo), que administra o porto, oferece, a partir de 1o. de fevereiro, a aplicação da MP 295, o que resultaria num reajuste entre 30% e 40%, resultante da média salarial da categoria, desde o último aumento. Vinte navios estão parados no porto.

GOVERNO DISCUTE ESCASSEZ COM EMPRESÁRIOS

O Ministério da Economia está preocupado com a possibilidade de desabastecimento de alimentos. Por isso, o secretário nacional de Economia, Edgar Pereira, se reúne hoje com empresários desses setores. Pereira quer ter a certeza dos empresários de que esses produtos não faltarão nas prateleiras dos supermercados. "Não vamos permitir a especulação. Num primeiro momento vamos conversar com os diversos setores", disse.

ERIS DIZ QUE DESCONGELAMENTO SERÁ GRADUAL

O presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, disse que o descongelamento de preços será gradual e terá início em março. Eris reuniu-se ontem com os representantes da ANDIMA (Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto), via TV Executiva (Brasília, Rio, Minas e São Paulo). O presidente do BC disse que o congelamento é um acessório no Plano Collor II, mas ponderou que o sucesso das mudanças exigia o controle, mesmo que artificial e discutível, de preços e salários. O descongelamento será gradual e, terminado o processo, todos os preços estarão liberados.

NO MATO GROSSO TRÊS HOMENS SÃO QUEIMADOS VIVOS

Três assaltantes invadiram, no dia 23 de novembro do ano passado, uma fazenda do empresário Carlos Mazzonetto, dono de um garimpo, em Matabá (MT), e acabaram encurralados pela polícia. Os assaltantes se refugiaram na casa em que moram os proprietários da fazenda, onde fizeram reféns. Durante as negociações, que se arrastaram por uma noite inteira, centenas de moradores da cidade cercaram a casa. Sem outra alternativa, os assaltantes decidiram se entregar, após a polícia garantir que iria salvá-los de um risco imediato-- o lichamento.

POLÍCIAS CIVIL E MILITAR VÃO FISCALIZAR OS PREÇOS

Pela primeira vez, as Polícias Civil e Militar vão participar da fiscalização dos preços tabelados e congelados pelo Plano Collor II. A decisão foi tomada ontem, em reunião no Rio de Janeiro entre o secretário nacional de Economia, Edgar Pereira, a superintendente da SUNAB, Maria Alice Fernandes, o diretor-geral da Receita Federal e da Polícia Federal, Romeu Tuma, e o secretário de Polícia Civil do estado, Heraldo Gomes.

LEGISLATIVO APROVA AUMENTO DE SERVENTUÁRIOS

A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou ontem o projeto do Poder Judiciário que prevê um aumento de 100% para os serventuários da Justiça, retroativo a outubro de 1990 e que será pago em oito parcelas, a partir deste mês. A aprovação da mensagem pode pôr fim à greve dos serventuários, que entra hoje no 79o. dia. A categoria realiza assembléia hoje para decidir sobre os rumos do movimento (O Globo).

CONERJ DÁ REAJUSTE DE 188% A MARÍTIMO

Os marítimos da CONERJ (Companhia de Navegação do Estado do Rio de Janeiro), que tinham data-base em fevereiro, não vão sentir os efeitos salariais do Plano Collor II. Por determinação do governador Moreira Franco (PMDB), a empresa manteve sua proposta de reajuste de 188%, que já havia apresentado nas negociações para o dissídio deste ano (O Globo).

JORNAL BRITÂNICO COMPARA PLANO A SCUD

O jornal "Financial Times", porta-voz da comunidade financeira britânica, chamou ontem o novo pacote econômico do governo brasileiro de "Plano Scud -- de grande poder de destruição e baixa eficiência". Refletindo a desconfiança com que o plano foi recebido nos meios financeiros britânicos, o jornal criticou as medidas econômicas, apontando-as como "o mais intervencionista plano brasileiro já visto". "O Plano Collor falhou e-- conformados com planos fracassados-- poucos brasileiros esperam que o Plano Collor II seja diferente", disse o jornal (O Globo).

COTA DO BRAZIL FUND SOBE 76% EM JANEIRO

Os investidores estrangeiros se anteciparam à alta das Bolsas de Valores após a edição do Plano Collor II, e promoveram uma forte demanda por ações do Brazil Fund, negociadas na Bolsa de Nova Iorque (EUA). Em 31 de dezembro de 1990, cada ação do fundo era cotada a US$6,2, para um valor patrimonial de US$5,97. Em 30 de janeiro último, o mesmo papel era negociado a US$11, para um valor patrimonial de US$8,85. Ou seja, o preço da ação do Brazil Fund aumentou cerca de 76% em um mês (O Globo).

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