Enviado por admin em qui, 07/02/1991 - 00:00
O Banco Central decidiu ontem repetir para hoje e amanhã, dias sete e oito, a mesma taxa de referência diária (TRD) de 0,287413% vigente nos dias quatro, cinco e seis. Portanto, permanece inalterada a taxa referencial de juros (TR) de 5% divulgada pelo BC para o mês de fevereiro (GM).
Enviado por admin em qui, 07/02/1991 - 00:00
O presidente do Sindimaq (Sindicato Nacional das Indústrias de Máquinas), Luiz Carlos Delben Leite, informou ontem que as indústrias do setor sofreram um queda de 43,5% no faturamento de 1990, em relação ao ano anterior, totalizando Cr$15,2 bilhões. Foram demitidos 47 mil trabalhadores no ano passado. Segundo ele, um dos principais responsáveis pela crise no setor foi o governo, "que adotou uma política monetária recessiva e taxas de juros muito altas" (GM).
Enviado por admin em qui, 07/02/1991 - 00:00
Os 45 mil servidores públicos da administração direta e autarquias do Rio Grande do Sul iniciaram ontem uma greve, descontente com as condições apresentadas pelo governo para pagar os vencimentos referentes ao mês de agosto. O governo saldou no último dia cinco apenas o pagamento dos funcionários com salários de até Cr$30 mil, que constituem 10% da categoria. A proposta apresentada aos demais servidores pelo governo foi o pagamento de 50% dos salários no dia 14, e o restante no dia 21 de fevereiro.
Enviado por admin em qui, 07/02/1991 - 00:00
Os cerca de sete mil funcionários do Porto de Santos (SP) entram em greve a partir da zero hora de hoje, por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 158,11% (GM).
Enviado por admin em qui, 07/02/1991 - 00:00
O ministo do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, informou ontem que o governo irá enviar nova medida provisória ao Congresso Nacional, depois do Carnaval, extinguindo a contribuição sindical. A medida prevê a extinção da contribuição sindical para daqui a dois anos (GM).
Enviado por admin em qui, 07/02/1991 - 00:00
Os bancos negociavam ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$220,70 e Cr$220,90. No mercado paralelo, o dólar teve o preço de Cr$243,00 para compra e Cr$245,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$240,00 e Cr$245,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$240,00 para compra e Cr$247,00 para venda em São Paulo e a Cr$226,00 e Cr$243,00 no Rio de Janeiro (GM).
Enviado por admin em qui, 07/02/1991 - 00:00
Durou menos de 24 horas a greve dos petroleiros, que conseguiu adesões parciais, principalmente em São Paulo. O comando nacional do movimento manteve o estado de greve e marcou para o próximo dia 18 uma conversa com a diretoria da PETROBRÁS. No dia 20 eles fazem reuniões em todo o país para decidir se retomam o movimento ou não. Os petroleiros reivindicam reposição salarial de 310% (JB).
Enviado por admin em qui, 07/02/1991 - 00:00
O Movimento Tortura Nunca Mais, em Minas Gerais, entregou ontem ao presidente do CRM (Conselho Regional de Medicina), José Carlos Zerbine, um pedido para que seja apurado o envolvimento de 12 médicos legistas mineiros na falsificação de laudos de presos políticos assassinados durante a ditadura militar. Os médicos foram citados no Projeto Brasil Nunca Mais, da Arquidiocese de São Paulo.
Enviado por admin em qui, 07/02/1991 - 00:00
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Alencar (PDT), já começou a tomar medidas para "enxugar" os gastos da prefeitura e evitar problemas de abastecimento diante das novas medidas econômicas determinadas pelo governo federal. Em reunião ontem com os fornecedores de alimentos para a merenda escolar e a rede hospitalar e com representantes de empreiteiras, ele obteve a garantia de continuidade dos serviços.
Enviado por admin em qui, 07/02/1991 - 00:00
A partir da próxima semana deverá haver falta de carne no país. A arroba subiu ontem em São Paulo dos Cr$4 mil que foi congelada para Cr$4,3 mil. Já existem frigoríficos com notas comprovando que pagaram até Cr$6 mil. Esse preço da arroba não embute os cerca de 20% pagos de impostos. Os frigoríficos e distribuidores só vêem duas alternativas: cobram ágio ou desabastecem o mercado. O presidente da Associação dos Frigoríficos e Distribuidores do Rio de Janeiro, Antônio Duarte, garante que o ágio não interessa ao setor e que a carne vai faltar (JB).
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